O Novo Show dos Gilsons Encanta e Surpreende
Na noite de estreia da turnê “Eu vejo luz” no Rio de Janeiro, os Gilsons não apenas celebraram a apresentação do seu segundo álbum, mas também mostraram a evolução musical que conquistou fãs desde 2018. O evento, realizado na casa Vivo Rio, foi marcado pela execução de todas as dez faixas do recém-lançado álbum “Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão”, disponível desde o dia 4 de março. O trio, composto por Francisco Gil, João Gil e José Gil, levou o público a uma jornada sonora leve e lírica, mostrando que a assinatura musical dos Gilsons se solidificou.
A estreia no Rio foi precedida por um show em Salvador, realizado em 25 de março, onde o grupo já havia impressionado. Na apresentação carioca, o sucesso do disco anterior, “Pra gente acordar” (2022), ainda se fez sentir, mostrando a força das composições que fizeram os Gilsons se tornarem um fenômeno na cena musical brasileira. Com uma mistura de sons contemporâneos e a essência da música pop afro-baiana, a banda reafirmou sua identidade ao mesmo tempo em que experimentou novas sonoridades.
Conexão Forte com o Público
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Desde o início do show, com a canção “Zumbido” (João Gil, 2026), ficou evidente a forte conexão do trio com a plateia, que reagiu calorosamente a cada performance. Embora o novo álbum tenha sido o foco, as músicas do disco anterior garantiram momentos de grande empolgação, revelando a coragem dos Gilsons em valorizar seu novo repertório. A recepção positiva evidenciou a sintonia do grupo com um público predominantemente jovem, que se fez presente em peso na casa.
O show, que refletiu o título “Eu vejo luz”, foi um espetáculo visual, com iluminação cuidadosamente planejada que complementou a evolução do grupo ao longo de seus oito anos de carreira. Em um momento especial, o trio reservou o bis para a apresentação do grande sucesso “Várias queixas” (Germano Meneghel, Afro Jhow e Narcizinho, 2012), canção que originou seu primeiro single e foi reinterpretada de forma marcante.
Uma Big Banda e a Força da Música
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Os Gilsons impressionaram não apenas com suas vozes, mas também com uma big banda que os acompanhava, incluindo músicos talentosos como os percussionistas Luizinho do Jêje e Ricardo Guerra, essenciais para a construção do som característico do grupo. Com uma formação rica em sopros e percussões, cada apresentação trouxe uma energia contagiante, convidando o público a dançar e cantar junto.
A harmonia entre as novas e antigas canções foi um dos pontos altos do show. A cadência do ijexá em “Eu vejo lá” e o canto em falsete em “Desejo” mostraram a versatilidade e a criatividade do trio ao mesclar diferentes estilos e influências. A balança entre lirismo e leveza foi mantida, proporcionando ao público uma experiência musical rica e diversificada.
Repertório e Criatividade em Alta
As canções “Vento alecrim” (José Gil e Luthuly, 2019) e “Bem me quer” (Narcizinho Santos e Jocimar Lopes Cunha, 2016) destacaram-se pela leveza romântica, enquanto “Minha flor” (João Gil e Arnaldo Antunes, 2026) trouxe uma nova roupagem ao lirismo da gravação original. Em contrapartida, a parceria com a banda Jovem Dionísio em “Algum ritmo” (2021) provocou reações intensas no público, evidenciando a força do repertório autoral dos Gilsons.
O show, que navegou entre luzes e sombras, foi um verdadeiro bálsamo em meio a produções mais convencionais do mainstream. Com a turnê “Eu vejo luz”, os Gilsons reafirmam sua trajetória musical e caminham em direção a um futuro promissor, repleto de novas possibilidades e encontros musicais.

