Greve Geral Anunciada na UFBA
O ano letivo na Universidade Federal da Bahia (UFBA) começa com um clima de incerteza e descontentamento. Os servidores técnico-administrativos aprovaram, em assembleia realizada na última quinta-feira (26), a deflagração de uma greve geral a partir da próxima quinta-feira (5). A decisão foi divulgada pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos da UFBA (Assufba), enfatizando a insatisfação da categoria em relação ao cumprimento do Termo de Acordo de Greve nº 11/2024.
A votação, que demonstrou a mobilização dos servidores, contou com a aprovação da paralisação por ampla maioria. Apenas um voto foi contrário, e duas abstenções foram registradas. Para intensificar a organização da greve, os servidores também aprovaram um calendário de atividades, que inclui reuniões setoriais e assembléias, conforme detalhado abaixo:
- 2 de março, às 10h: Reunião Setorial no Canela – na BUS
- 3 de março, às 8h30: Mobilização nos Setores Administrativos em Ondina
- 3 de março, às 10h: Reunião Setorial em Ondina – Auditório de Biologia
- 4 de março, às 10h: Reunião no COM-HUPES, com pauta sobre o Início da Greve Nacional da FASUBRA
- 5 de março, às 10h: Assembleia Geral de Início da Greve Nacional da FASUBRA, no Auditório da Assufba
- 6 de março: Reunião com os servidores da MCO para discutir o início da Greve Nacional da FASUBRA
- 9 de março, às 10h: Instalação do Comando Local de Greve/UFBA no Auditório da Assufba
Além disso, os representantes do sindicato solicitam uma audiência com o reitor da UFBA para apresentar a nova coordenação da Assufba e discutir ações relacionadas ao início da greve nacional.
Investimentos em Saúde e Contexto Atual
Enquanto a UFBA se prepara para a paralisação, o governador Jerônimo Rodrigues anunciou neste sábado (28) a assinatura da ordem de serviço para a construção do Hospital Regional de Itapetinga, com um investimento aproximado de R$ 120 milhões. Este hospital será uma referência para 12 municípios da região, prometendo melhorar a assistência à saúde e diminuir a necessidade de deslocamentos para centros médicos maiores.
“O novo hospital transformará ainda mais o panorama da saúde pública no Sudoeste baiano, reduzindo a necessidade de deslocamento e garantindo acesso a cuidados especializados”, destacou o governador.
MovEndo e a Conscientização sobre a Endometriose
Em outro âmbito, a cidade de Salvador será sede, no dia 15 de março, da 5ª edição do MovEndo, uma iniciativa voltada à conscientização sobre a endometriose. O evento, promovido pelo Centro de Endometriose da Bahia, busca informar e acolher as mulheres afetadas pela doença, que ainda enfrenta muitas barreiras de desinformação e subdiagnóstico.
O MovEndo, que integra o Março Amarelo, será realizado no Jardim de Alah e espera reunir cerca de 150 participantes, incluindo pacientes, familiares e profissionais de saúde. Além de palestras educativas, os participantes receberão kits e serão incentivados a trazer doações de alimentos não perecíveis, que serão destinadas a instituições sociais.
O cirurgião Marcos Travessa, diretor médico do Centro, enfatiza a importância da informação: “Quando a mulher entende o que sente, ela se sente mais segura para buscar ajuda e não aceita viver com dor como se fosse algo inevitável”.
Desafios e Diagnóstico da Endometriose
Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva são afetadas pela endometriose, somando cerca de 190 milhões globalmente. No Brasil, entre 6 e 8 milhões de mulheres convivem com a doença, muitas sem diagnóstico formal. A media para confirmação da condição pode variar de sete a dez anos, a partir do surgimento dos primeiros sintomas.
A endometriose, uma condição inflamatória crônica, frequentemente é subestimada e tratada como uma dor normal. Segundo Travessa, é imprescindível que as mulheres que sofrem com cólicas menstruais intensas ou dor pélvica persistente busquem uma investigação séria de suas condições. “Quando a dor interfere na rotina, no trabalho ou na saúde emocional, precisa ser levada a sério,” completa.
A abordagem para o tratamento da endometriose é multifacetada, podendo incluir terapias hormonais, mudanças no estilo de vida, e em alguns casos, cirurgia. Para Travessa, “com informação correta e tratamento adequado, é possível devolver qualidade de vida a milhares de mulheres que enfrentam essa condição”.

