Encontro Promove Integração e Debates sobre Cultura
Mais de 100 municípios da Bahia estiveram representados na III Teia Estadual dos Pontos de Cultura, realizada em Feira de Santana nos dias 28 de fevereiro e 1º de março. Com o tema “Vozes e territórios pela implementação da Lei Cultura Viva na Bahia e pela justiça climática”, o evento, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), transformou o Teatro e Centro de Convenções em um espaço de diálogo e troca entre os 27 territórios de identidade cultural do estado.
A participação da Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à SecultBA, integrou a programação do encontro que teve início com uma apresentação do diretor-geral Sandro Magalhães. Durante sua fala, Magalhães enfatizou a relevância da mobilização para a territorialização das políticas culturais. “Desde 2007, um novo governo progressista na Bahia implementou uma política cultural que revolucionou o Brasil. A territorialização da cultura é um marco, e é gratificante estar aqui hoje, apresentando o trabalho da FPC e as políticas de livro, leitura e memória”, destacou.
A FPC, em parceria com a SecultBA, também promoveu oficinas temáticas durante a III Teia. As atividades incluíram “Dinamização em bibliotecas comunitárias” e “Noções Básicas para Organização, Preservação e Difusão em Espaços de Memória”, ministradas pela Diretoria de Bibliotecas Públicas do Estado e o Centro de Memória da Bahia. Além disso, a fundação levou ações de incentivo à leitura por meio da Biblioteca de Extensão e do projeto Leve e Leia, com a doação de 100 livros.
Desenvolvimento Territorial e Formação em Cultura
Com o objetivo de fortalecer as ferramentas de atuação nos territórios e contribuir para a política Cultura Viva na Bahia, foram oferecidas sete oficinas e diálogos formativos no primeiro dia da III Teia Estadual. A diretora Thaís Pimenta, da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), explicou que as formações foram pensadas a partir das demandas dos próprios Pontos de Cultura, abrangendo áreas como gestão, bibliotecas comunitárias, memória, economia solidária e justiça climática. “As oficinas proporcionam um espaço formativo essencial nesse processo de reestruturação da rede Cultura Viva, permitindo que os participantes saiam equipados com novas ferramentas para suas atividades”, comentou Pimenta.
A superintendente Amanda Cunha ressaltou o grande alcance da política no estado, afirmando que a Bahia deve contar com cerca de 1.800 pontos de cultura certificados. “Além dos pontos já certificados, estimamos que aproximadamente 50 mil pessoas foram impactadas pelas iniciativas dos pontos de cultura na Bahia”, complementou.
Rumo à 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura
A III Teia dos Pontos de Cultura também faz parte do calendário preparatório para a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, programada para ocorrer entre 24 e 29 de março de 2026, em Aracruz, no Espírito Santo. Durante a mesa de abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou a importância do encontro para fortalecer a conexão entre os Pontos de Cultura em todo o país, além de ampliar a implementação da Política Nacional Cultura Viva e os investimentos garantidos pela Política Aldir Blanc.
A titular do Ministério da Cultura ressaltou o papel de destaque da Bahia, que se destaca entre os estados com o maior número de novos pontos de cultura reconhecidos. “Na Política Aldir Blanc, há um percentual de recursos destinados exclusivamente à Cultura Viva, e a Bahia se destaca na aplicação desses recursos. Ao falarmos de pontos de cultura, estamos falando de pessoas, memória, tradição e dos mestres e mestras da nossa cultura”, enfatizou.
Mobilização e Protagonismo Cultural na Bahia
A mobilização da III Teia é considerada a maior do Brasil, e uma delegação diversificada foi eleita para representar a Bahia na etapa nacional. O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, destacou a importância dos Pontos de Cultura como agentes estruturantes em seus territórios, promovendo ações comunitárias. “O fortalecimento dos pontos de cultura representa um avanço na política de territorialização, uma marca da gestão do governador Jerônimo Rodrigues”, concluiu Monteiro.

