Resultados do Índice Geral de Preços em Janeiro
No mês de janeiro, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma elevação de 0,41%, revertendo a queda de 0,01% observada em dezembro. Com este resultado, o índice acumula um aumento de 0,41% no ano, enquanto nos últimos 12 meses apresenta uma diminuição de 0,91%. Em janeiro de 2025, o IGP-M havia subido 0,27% no período mensal, acumulando uma alta de 6,75% em comparação anual.
De acordo com Matheus Dias, economista do FGV IBRE, a alta no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) foi impulsionada principalmente por fatores como minério de ferro, tomate e carne bovina. “Esses produtos mostram uma pressão concentrada nos segmentos básicos, tanto na indústria extrativa quanto no setor alimentício. O minério de ferro, por exemplo, teve um aumento significativo, passando de 2,42% para 4,47%, sendo este movimento um dos principais responsáveis pela reversão do IPA para uma taxa positiva”, explica.
Análise do Índice de Preços ao Produtor Amplo
O IPA, em janeiro, apresentou um crescimento de 0,34%, revertendo a taxa de -0,12% registrada no mês anterior. Ao examinar os diferentes estágios de processamento, nota-se que o grupo de Bens Finais teve uma queda de 0,22%, inferior ao aumento de 0,07% verificado em dezembro. O índice correspondente a Bens Finais (ex), que exclui alimentos in natura e combustíveis, passou de 0,00% em dezembro para -0,09% em janeiro. Contrapõe-se a isso a alta de 0,61% no grupo de Bens Intermediários, que saiu de uma ligeira queda de 0,04% no mês anterior. O avanço das Matérias-Primas Brutas foi de 0,55% em janeiro, após uma queda de 0,30% em dezembro.
IPC e Suas Implicações para o Consumidor
Em janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou 0,51%, superando a taxa de 0,24% do mês anterior. Das oito classes de despesa que compõem o índice, cinco mostraram aumento em suas taxas de variação. Alimentação, por exemplo, subiu de -0,07% para 0,66%, enquanto Saúde e Cuidados Pessoais passou de -0,09% para 0,60%. Outros grupos, como Transportes (0,28% para 0,71%) e Vestuário (-0,60% para -0,16%), também apresentaram crescimento. Em contrapartida, Habitação viu sua taxa cair de 0,42% para 0,06%, e os setores de Educação, Leitura e Recreação, assim como Comunicação, também registraram recuos em suas respectivas taxas.
Impacto no Índice Nacional de Custo da Construção
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,63% em janeiro, uma aceleração em relação ao mês anterior, quando teve um aumento de 0,21%. Analisando os três grupos constituintes do INCC, percebe-se variações distintas nas taxas entre dezembro e janeiro: o grupo Materiais e Equipamentos acelerou de 0,11% para 0,35%; por outro lado, os Serviços desaceleraram de 0,27% para 0,25%. O grupo Mão de Obra, por sua vez, avançou de 0,32% para 1,03%, refletindo os reajustes de dissídios em Minas Gerais e o impacto do aumento do salário mínimo nas diversas capitais do país.

