Ligação forte com a Bahia
Júlia Lima, jovem de 21 anos assassinada a tiros pelo ex-namorado na Flórida, nos Estados Unidos, mantinha uma profunda conexão com a Bahia. Filha de pais baianos, ela viveu em Salvador durante a adolescência, onde estudou, e planejava retornar ao estado nas próximas semanas para um tratamento dentário e para visitar os avós.
Detalhes do crime e investigação
O principal suspeito é Willian Rosa do Amaral, natural de Engenheiro Caldas, Minas Gerais. Ele se entregou à polícia na segunda-feira (27), na cidade de Fort Myers, na Flórida, e foi preso por homicídio em segundo grau. As autoridades americanas seguem investigando o caso.
Em entrevista ao g1, Luiz Carlos Gantois Santos, avô de Júlia, revelou que a neta nasceu nos EUA, mas passou parte importante da adolescência na Bahia. “A mãe é baiana, é minha filha, e o pai também é baiano, mas tem naturalidade americana. Eles foram morar lá, casaram e tiveram Júlia”, explicou.
Vida em Salvador e retorno aos EUA
Durante um período de crise econômica nos Estados Unidos, a família voltou ao Brasil e estabeleceu-se em Guarajuba, na Região Metropolitana de Salvador. Após a separação dos pais, Júlia passou a morar com os avós. Na capital baiana, estudou no Colégio ISBA antes de retornar aos Estados Unidos.
Apesar de viver nos EUA, ela mantinha contato diário com os avós. Luiz Carlos destaca: “Ela me ligava todo santo dia, dava bom dia para mim e para a avó. Nunca perdemos contato. Tenho o nome dela tatuado no braço e o papel de parede do meu celular é uma foto dela. Você imagina como era nossa relação.”
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Viagem planejada para Salvador
Júlia tinha viagem marcada para o final de julho ou começo de agosto para Salvador, onde pretendia passar férias com a família e realizar um tratamento dentário. “Ela vinha para o tratamento e para ficar com a família, mas infelizmente o suspeito tirou a vida dela”, lamentou o avô.
Como ocorreu o crime
De acordo com o relato do avô, no dia 24, Júlia saiu para uma festa com amigos em outra cidade da Flórida e passou a noite na casa de um deles. Na manhã seguinte, a mãe da jovem recebeu a notícia de que o carro dela havia sido encontrado danificado e avisou Júlia.
“Quando ela desceu para verificar o que tinha acontecido, na escada do condomínio, o suspeito estava esperando e disparou dois tiros contra ela”, disse Luiz Carlos. Essa versão foi dada pela família, mas ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades americanas.
Suspeito se entrega à polícia
Após o crime, Willian fugiu, mas se apresentou espontaneamente à polícia horas depois. Antes da entrega, ele gravou um vídeo que circulou nas redes sociais dizendo: “Tô me entregando aqui, irmão, beleza? Tô me entregando”.
Relação conturbada e término do namoro
Luiz Carlos afirmou que Júlia e Willian mantiveram um namoro por cerca de três meses. Segundo ele, o suspeito tinha interesse em obter o green card por meio do casamento com Júlia, que era cidadã americana.
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Fonte: belembelem.com.br
“Quando ela percebeu que ele queria o green card, terminou o relacionamento. Ele provavelmente ficou com a ideia de que ‘ou vai ficar comigo ou não fica com ninguém’.”
O avô também ressaltou que Júlia nunca relatou agressões físicas durante o namoro. “Ela nunca falou sobre ter sido agredida, apenas que ele insistia dizendo que ela era a mulher da vida dele e queria casar.”
Acompanhamento do caso pelas autoridades
O Departamento de Polícia de Fort Myers informou que foi acionado após relatos de disparos na região da Winkler Avenue. No local, encontraram uma mulher morta, com ferimentos aparentes causados por arma de fogo.
As investigações indicam que vítima e suspeito se conheciam. Willian foi preso por homicídio em segundo grau, e o caso permanece sob investigação.
O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Miami, acompanha o caso e está disponível para oferecer assistência consular à família.

