Laboratório Maker: Um Novo Horizonte para a Educação Indígena
A educação no Colégio Estadual Indígena Coroa Vermelha, localizado em Santa Cruz Cabrália, está passando por uma transformação significativa. Isso se deve à implementação de um Laboratório Maker, fruto do Programa Mais Ciência na Escola, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em colaboração com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia. O laboratório, que conta com uma impressora 3D, uma televisão de 50 polegadas, impressoras multifuncionais e aparelhos celulares, proporciona uma experiência prática enriquecedora aos estudantes indígenas da rede estadual, além de fortalecer as atividades dos clubes de Ciência da instituição.
Nos últimos anos, o colégio se firmou como um importante centro de referência para a educação escolar indígena no território Pataxó, atendendo atualmente cerca de 600 jovens de aldeias dos municípios de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro. Com uma infraestrutura moderna, que inclui salas climatizadas, um laboratório de informática e uma quadra poliesportiva, a escola também preserva e promove práticas culturais tradicionais do povo Pataxó. Além disso, ampliou a oferta do Ensino Médio com unidades anexas em diversas comunidades indígenas.
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Fonte: curitibainforma.com.br
A coordenadora de Educação Escolar Indígena do Núcleo Territorial de Educação da Costa do Descobrimento (NTE 27), Siuane Pataxó, ressaltou que a criação do laboratório foi motivada pelo interesse dos alunos durante visitas e projetos realizados em parceria com a Fiocruz Bahia. “A instalação do laboratório traz um valor significativo para nossas pesquisas. Trabalhos com plantas medicinais e remédios caseiros serão ainda mais desenvolvidos, enriquecendo a produção científica do colégio indígena”, afirmou Siuane. A coordenadora também enfatizou o entusiasmo dos alunos com os primeiros testes realizados na impressora 3D, o que promete fortalecer ainda mais o Clube de Ciência da escola.
Benefícios para o Aprendizado e para a Comunidade
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Fonte: amapainforma.com.br
O diretor da instituição, Railson Braz, manifestou otimismo com a chegada do Laboratório Maker, que representa o início de uma nova fase no ensino e aprendizagem. “Nossos alunos serão os principais beneficiados, pois o laboratório proporcionará um aprendizado de qualidade, que é essencial no contexto atual”, declarou. Ele acredita que o novo espaço abrirá portas para que os estudantes desenvolvam projetos científicos alinhados à realidade de suas comunidades indígenas, promovendo uma educação mais integrada e significativa.
Os estudantes também compartilham essa expectativa, buscando novas oportunidades para pesquisa, cultura e inovação. Maria Eduarda, aluna da 2ª série do Ensino Médio em Tempo Integral, comentou que o laboratório pode potencializar o aprendizado em tecnologia e valorizar as expressões culturais indígenas. Por outro lado, Amanda Monteiro, integrante do Clube de Ciências, destacou que a nova infraestrutura facilitará as pesquisas em parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). “A implementação do laboratório tornará as pesquisas mais acessíveis e práticas, além de promover um aprimoramento em nosso processo de aprendizado”, declarou Amanda.

