Uma Nova Era para a Cultura em Belo Horizonte
Hoje, dia 3 de fevereiro, será realizado o lançamento do livro “Observatório da Cultura de Belo Horizonte”, resultado de uma cooperação entre a Secretaria Municipal de Cultura e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). A obra, coordenada pelos professores Magnus Luiz Emmendoerfer e José Ricardo Vitória, será apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-BH). O evento contará com a palestra “Dados e políticas culturais: o papel estratégico dos observatórios e das universidades”, ministrada por Emmendoerfer.
Este livro sistematiza a experiência da criação do Observatório da Cultura de Belo Horizonte, uma iniciativa de 2024 projetada para ser uma fonte valiosa de dados, indicadores e estudos sobre a cultura da cidade. De acordo com a secretária municipal de Cultura, Eliane Parreiras, o intuito é aprimorar a elaboração, monitoramento e avaliação das políticas culturais em Belo Horizonte. Emmendoerfer ressalta que a pandemia revelou a urgência de se ter informações confiáveis sobre o setor cultural.
Ainda segundo Emmendoerfer, já havia uma demanda por informações normativas e legais por parte do Sistema Nacional de Cultura, que enfatiza a importância de bases de dados e indicadores. Ele aponta que a parceria entre a UFV e a Secretaria Municipal de Cultura surgiu após a instituição educacional ser reconhecida pela Unesco como a primeira cátedra de Economia Criativa e Políticas Públicas do Brasil. O professor menciona que o trabalho inicial do Observatório se concentrou nos museus da cidade.
Contribuições do Observatório para a Cultura Local
“Iniciamos organizando dados dos museus, buscando assim subsidiar políticas públicas. Isso despertou o interesse de outras áreas, especialmente o audiovisual, que passou a contribuir fortemente com informações. Isso levou à criação do Observatório do Audiovisual, que é fundamental para projetar a cultura local em cenários nacional e internacional”, afirma Emmendoerfer.
Eliane Parreiras complementa a importância do Observatório, afirmando que ele não serve apenas para planejar futuras ações culturais, mas também para garantir um acompanhamento efetivo da aplicação de recursos e avaliação das políticas públicas a partir de uma gestão robusta de dados. “Com o Observatório, podemos fornecer à sociedade informações que comprovam a eficácia das nossas políticas”, acrescenta.
Transparência e Intercâmbio Cultural
Desde 2002, Belo Horizonte tem se empenhado em registrar e divulgar as ações culturais do município, por meio da criação de um Sistema de Monitoramento e Avaliação de Programas e Projetos. Esta ferramenta de gestão é essencial para documentar as iniciativas da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura.
Com o lançamento do Observatório da Cultura de Belo Horizonte, a iniciativa despertou o interesse de secretarias de cultura de outros municípios mineiros e até mesmo de outros estados, que buscam entender como o projeto foi desenvolvido. O livro não apenas responde a essa curiosidade, mas também documenta os fundamentos teóricos, as etapas metodológicas e os resultados obtidos com a criação de uma plataforma interativa e de fácil acesso para a divulgação de dados culturais.
O lançamento do Observatório da Cultura de Belo Horizonte promete ser um marco na forma como a cultura local é analisada, discutida e valorizada. A transparência e a interatividade proporcionadas por essa nova ferramenta representam um avanço significativo para todos os envolvidos no cenário cultural da capital mineira.

