Economia Criativa em Salvador: Dados que Revelam um Setor em Expansão
Salvador registrou 1.607 empresas vinculadas à economia criativa em 2023, representando aproximadamente 35% das empresas do segmento em toda a Bahia. Essa informação integra o Mapeamento da Economia da Cultura e Indústrias Criativas de Salvador, divulgado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) em parceria com a Fundação Itaú, em evento realizado na sede da secretaria, no Comércio.
Emprego e Inclusão: Impactos Visíveis na Capital Baiana
O estudo aponta que o setor é responsável por 115 mil postos de trabalho na cidade, o que equivale a 8% do total de empregos registrados no município durante o ano analisado. Um destaque relevante é a participação expressiva de trabalhadores negros, que compõem 75% do total de profissionais da economia criativa em Salvador, índice significativamente superior à média nacional de 44%.
Subsídios para Políticas Públicas com Foco no Desenvolvimento
O levantamento concentra indicadores econômicos e sociais que ajudam a mensurar o peso das atividades criativas na capital baiana, servindo como base para o planejamento e formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor. Em 2024, o município destinou um valor recorde de R$ 167 milhões para a cultura e indústrias criativas.
Alexandre Reis, titular da Secult, ressalta que a consolidação desses dados permite conhecer a fundo o perfil local da economia criativa. “Salvador mantém um ecossistema vibrante de cultura, turismo e economia criativa. Com a profissionalização dessas informações e a parceria com a Fundação Itaú, conseguimos elaborar políticas públicas cada vez mais alinhadas à realidade do setor”, afirmou o secretário.
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Ele citou o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), que segue para uma nova fase com atenção especial aos negócios liderados por pessoas negras. “Vamos focar no afroempreendedorismo, que é o motor principal da nossa economia”, destacou Reis.
Fortalecimento das Micro e Pequenas Empresas Criativas
Para Taíse Santos, diretora de Economia Criativa da Secult, o levantamento possibilita compreender a verdadeira contribuição do setor para a economia local, além de identificar caminhos para seu crescimento. “Com esses dados, podemos avaliar o cenário da economia criativa em Salvador e desenvolver políticas públicas que ampliem seu impacto econômico e social, como geração de emprego e trabalho decente”, explicou.
Ela enfatiza que a maior parte das 1,6 mil empresas formalizadas no segmento é composta por micro e pequenas empresas. “É fundamental fortalecer esses negócios, que criam produtos e serviços no setor e precisam de apoio para se manterem sustentáveis economicamente”, completou Taíse.
Empreendedorismo Negro e Geração de Renda
Maylla Pita, diretora de Negócios Afro da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Renda (Semdec), destaca que os dados evidenciam a participação dos empreendedores negros na economia criativa e a relevância do segmento para a geração de emprego e renda na cidade.
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“Ao analisar esses negócios, percebemos que eles congregam efetivamente um grupo significativo de empreendedores negros. Esse mapeamento não só traz subsídios para políticas públicas, como também fortalece o caminho do empreendedor em Salvador”, afirmou Maylla.
Parceria que Potencializa o Setor
Carla Chiamarelli, gerente do Observatório da Fundação Itaú, reforça que a produção de informações qualificadas é essencial para alinhar as ações do poder público à realidade do setor.
“Com base nos dados do mapeamento, é possível planejar políticas públicas que considerem a realidade concreta do segmento, promovendo desenvolvimento socioeconômico e ambiental”, explicou Carla.
Ela lembra que a economia criativa tem grande potencial de crescimento e pode assumir papel ainda mais relevante no desenvolvimento de Salvador. “É um setor promissor, que vem crescendo e tem importância fundamental para o Brasil, a Bahia e a capital baiana. A cidade ainda tem muito espaço para avançar”, concluiu a gerente.

