Mudança na Liderança do Ministério da Casa Civil
O clima de expectativa é palpável no governo, à medida que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, se prepara para deixar seu cargo e concorrer ao Senado pela Bahia. Hoje, Rui se referiu à secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, como “ministra” da Casa Civil, antecipando que ela assumirá o comando do Ministério na próxima semana. A transição deve ocorrer em meio à agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que planeja visitar a Bahia no início da próxima semana, o que prolonga a permanência de Rui na pasta até o dia 2, momento em que Miriam deve oficialmente assumir.
Vale lembrar que o nome de Miriam para a liderança da Casa Civil já havia sido revelado por Rui Costa em janeiro deste ano. “O presidente já comunicou a sua escolha tanto a mim quanto a Miriam. Ela foi ministra do Planejamento e sempre demonstrou grande competência técnica. A prioridade do presidente é que as novas indicações venham de quem já integra a equipe, a fim de garantir a continuidade das ações de governo”, destacou o ministro em declaração feita no dia 29 do mês passado.
Miriam Belchior traz uma bagagem significativa para o novo papel. Atuou como assessora especial da presidência entre 2003 e 2004, durante o primeiro mandato de Lula. Após sua passagem pela Casa Civil, no segundo governo do ex-presidente, ocupou cargos de destaque como secretária-executiva e coordenadora-geral do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ela também foi ministra do Planejamento durante todo o primeiro mandato de Dilma Rousseff, deixando o cargo em janeiro de 2015 para assumir a presidência da Caixa Econômica Federal, cargo que ocupou até ser exonerada após o impeachment de Dilma em maio de 2016.
Em razão da saída de vários ministros para se candidatar nas eleições deste ano, Lula convocou uma reunião ministerial para a próxima segunda-feira, dia 30. Este será um momento importante, já que marca o último compromisso com os auxiliares que deixarão seus cargos. O presidente também decidiu que os novos ministros, que ocuparão os lugares dos que estão se afastando e que o acompanharão até o fim de seu mandato, deverão estar presentes no encontro.
É importante ressaltar que, segundo a legislação eleitoral, ministros que pretendem concorrer a cargos eletivos devem se desincompatibilizar nos seis meses que antecedem o primeiro turno das eleições. Essa medida busca evitar qualquer vantagem indevida que poderiam ter utilizando a máquina pública ou recursos do governo. Assim, a saída dos ministros deve estar oficializada até o dia 4 de abril. Devido ao feriado da Páscoa, Lula optou por antecipar a despedida e a posse dos novos auxiliares para o dia 30.

