Medidas para Garantir Segurança Energética
Em um pronunciamento realizado nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da Petrobras estabelecer um estoque regulador de combustíveis em resposta às atuais crises globais, especialmente em decorrência da guerra no Irã. Além disso, Lula anunciou que o governo se compromete a recomprar a Refinaria Landulpho Alves, localizada na Bahia, que foi privatizada em novembro de 2021 durante a gestão de Jair Bolsonaro. ‘Faremos o que precisa ser feito. A refinaria da Bahia foi vendida, mas iremos comprá-la de volta. Pode demorar, mas essa é a nossa intenção’, assegurou o presidente durante um evento na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), onde a Petrobras anunciou investimentos significativos na ordem de R$ 9 bilhões.
Durante sua fala, Lula se dirigiu à presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e expressou sua decepção ao descobrir que a estatal não possui um estoque regulador de combustíveis. ‘Magda, eu perguntei: como é possível que, mesmo produzindo 70% do que consumimos, e importando 30% de óleo diesel, não tenhamos um estoque regulador em momentos de crise? Ela respondeu que não. Fiquei muito decepcionado, pois sempre acreditei que a Petrobras tivesse esse tipo de estoque’, comentou Lula.
O presidente enfatizou a necessidade de construir um estoque regulador ao longo do tempo para evitar que o Brasil seja afetado por crises internacionais. ‘E se essa guerra durar 30 dias? E se durar 40? E se o Irã não permitir a saída de nenhum barril de petróleo do estreito de Ormuz?’, questionou Lula, demonstrando preocupação com a segurança energética do Brasil.
Além de abordar a questão do estoque, Lula também revelou que se sentiu ‘preocupado’ ao perceber os impactos da alta dos preços dos combustíveis. Ele ordenou que a presidente da Petrobras retornasse de uma viagem a Nova York para discutir soluções para a elevação dos preços. Lula voltou a criticar a guerra e alertou para suas consequências diretas sobre a população. ‘Qual é a razão pela qual um trabalhador mineiro tem que arcar com o aumento do preço do transporte público por causa desta guerra? Por que o pobre na América Latina e na Ásia deve pagar por isso? As dificuldades sempre recaem sobre os mais vulneráveis’, concluiu.

