Tecnologia de Segurança Pública em Ação
A tecnologia de reconhecimento facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) alcançou a marca de 500 foragidos da Justiça em 2026. A última prisão foi realizada na noite de segunda-feira (16), no município de Jacobina, no interior do estado, onde um homem foi detido com mandado de prisão preventiva por homicídio e encaminhado à unidade da Polícia Civil.
No primeiro bimestre deste ano, foram capturados indivíduos envolvidos em crimes graves, incluindo homicídios, tráfico de drogas, estupros e roubos, além de pessoas procuradas por dívida de pensão alimentícia. A ferramenta tecnológica se tornou um recurso crucial na luta contra o crime, não apenas na Bahia, mas também em outros estados.
Implementada em dezembro de 2019, a tecnologia evoluiu com um aumento no número de pontos de captura de imagem e a implementação de Plataformas Elevadas de Observação, utilizadas em grandes eventos na capital e no interior, ampliando significativamente seu alcance e eficácia na identificação de foragidos.
Moro se filia ao PL em busca da candidatura ao Governo do Paraná
Em um movimento político relevante, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) decidiu se filiar ao PL (Partido Liberal) para concorrer ao governo do Paraná. A decisão ocorreu após um encontro com a liderança do PL, que lhe ofereceu apoio na candidatura. Moro tem se destacado nas pesquisas de intenção de voto, demonstrando forte adesão popular.
Durante a reunião realizada na tarde de quarta-feira (18), Moro discutiu sua saída do União Brasil, que, embora estivesse inclinado a apoiar sua candidatura, enfrenta resistências internas, especialmente no PP (Progressistas) do Paraná. Segundo apurações, há uma expectativa de que uma vaga de vice na chapa de Moro seja destinada à federação, que ainda planeja lançar o deputado Filipe Barros ao Senado e Deltan Dallagnol como candidato a senador.
O apoio do PL à candidatura de Moro representa um rompimento com o atual governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), intensificando a disputa política no estado. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, enfatizou a necessidade de unir forças para garantir uma vitória de Moro já no primeiro turno, diante da pressão gerada pela candidatura de Ratinho à Presidência da República.
Aplicativo do TJ-BA facilita acesso à medidas protetivas em casos de violência doméstica
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) já emitiu mais de 6 mil medidas protetivas somente nos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Para facilitar o acesso a esses mecanismos de proteção, foi lançado um aplicativo no dia 9 de fevereiro que permite que as mulheres solicitem medidas protetivas sem sair de casa. Essa ferramenta representa um avanço significativo na luta contra a violência doméstica e na implementação da Lei Maria da Penha.
O aplicativo TJBA Zela oferece uma alternativa acessível para mulheres em situação de risco, que frequentemente enfrentam barreiras para buscar proteção judicial. As medidas protetivas são fundamentais para garantir a segurança das vítimas, e o novo sistema promete reduzir o tempo para a concessão das ordens judiciais, que muitas vezes se arrastam devido a trâmites burocráticos.
Binho Galinha: deputado permanece na AL-BA apesar da prisão
O deputado estadual Binho Galinha (PRD) deve continuar exercendo seu mandato na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), mesmo após seis meses de prisão preventiva. De acordo com o Regimento Interno da Casa, a ausência de um deputado por conta de prisão não configura motivo para perda do mandato, garantindo assim a continuidade do parlamentar até que haja uma decisão judicial definitiva.
Desde sua prisão em 3 de outubro de 2025, Binho não compareceu a sessões da Assembleia, acumulando uma taxa de presença de apenas 38%. No entanto, as regras da AL-BA preveem que as faltas decorrentes de privação de liberdade não são computadas para fins de cassação do mandato. A situação de Binho Galinha levanta questões sobre a relação entre justiça e política, especialmente em casos de parlamentar envolvido em crimes.
Diversidade na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher
A eleição da deputada Erika Hilton (Psol-SP) como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados tem gerado polêmica. O projeto apresentado por deputadas de oposição busca garantir que apenas mulheres biológicas ocupem a presidência da comissão. Essa proposta reflete um debate em curso na sociedade sobre identidade de gênero e os espaços de atuação política, que se intensificou após a eleição de Hilton.
O projeto visa assegurar que os cargos de liderança na comissão sejam ocupados por mulheres que vivenciam diretamente as desigualdades enfrentadas no dia a dia. As deputadas que apoiam a proposta argumentam que a luta pelos direitos das mulheres exige protagonismo das que têm vivência biológica no gênero. A questão promete ser um ponto central de discussão nas próximas sessões da comissão.

