Resultados positivos na luta contra arboviroses no estado baiano
A Bahia alcançou um marco significativo em 2025 com uma expressiva redução nos casos de arboviroses, como a dengue, em comparação ao ano anterior. No total, foram notificados 32.715 casos prováveis de dengue, uma diminuição acentuada em relação aos 232.645 casos registrados em 2024, o que resulta numa impressionante queda de 86%.
Além da dengue, a chikungunya também apresentou uma retração considerável, com 2.562 casos prováveis em 2025, correspondendo a uma redução de 84,7% em relação a 2024, quando o número de casos foi de 16.757. Os dados sobre o vírus zika também são encorajadores: foram registrados 305 casos em 2025, uma diminuição de 74,4% em comparação aos 1.192 casos do ano anterior.
Com relação aos óbitos provocados pela dengue, a situação também melhorou significativamente. Em 2025, foram confirmados apenas 14 mortes em decorrência da doença, enquanto 182 óbitos foram registrados no mesmo período do ano anterior, refletindo uma redução impressionante de 92,3%. Outro aspecto positivo é a eliminação das situações de epidemia, que não foram observadas em 2025. No ano anterior, seis municípios estavam em estado epidêmico.
Esses avanços são fruto dos esforços conjuntos do Governo do Estado, através da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), e das administrações municipais no combate ao mosquito Aedes aegypti. O governo investiu cerca de R$ 32 milhões em equipamentos, veículos para aplicação de fumacê (UBV pesado), kits para agentes de combate às endemias, além de insumos essenciais como medicamentos e materiais de prevenção, junto a campanhas educativas voltadas à população.
A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, ressaltou a relevância da colaboração entre as esferas federal, estadual e municipal para o controle das arboviroses. “O Governo do Estado se comprometeu a apoiar todos os municípios. Agora, é fundamental que cada ente continue desempenhando seu papel. As prefeituras devem garantir ações na atenção primária, assegurar a limpeza urbana para eliminar criadouros e mobilizar a sociedade”, destacou.
Apesar da queda nos casos, Márcia São Pedro, diretora de Vigilância Epidemiológica do Estado, alerta para a necessidade de persistência nas medidas de prevenção e controle do mosquito. “É imprescindível eliminar possíveis criadouros, como vasos de plantas e garrafas que acumulam água parada, locais onde o Aedes aegypti se reproduz”, enfatizou. Além disso, ela enfatizou que há vacinas disponíveis para adolescentes entre 10 e 14 anos, ampliando as opções de proteção contra a doença.

