Divisão de Votos na Bahia
Uma recente pesquisa realizada pelo instituto Real Time Big Data, divulgada no dia 12 de outubro, revela um panorama interessante sobre a disputa eleitoral pelo governo da Bahia. Os dados mostram uma clara divisão do eleitorado com base na renda, evidenciando como as diferentes camadas econômicas influenciam as intenções de voto. O governador Jerônimo Rodrigues, representante do PT, lidera entre os eleitores com menor poder aquisitivo, enquanto ACM Neto, do União Brasil, demonstra crescimento significativo entre aqueles de renda mais elevada.
No segmento de eleitores que recebem até dois salários mínimos, Jerônimo Rodrigues apresenta 43% das intenções de voto, superando ACM Neto, que tem 42%. Neste contexto, os candidatos José Carlos Aleluia (Novo) e Ronaldo Mansur (PSOL) somam apenas 1% cada um. Além disso, 8% dos entrevistados optaram por votar nulo ou em branco, enquanto 5% afirmaram não saber ou preferiram não responder.
À medida que se analisa a faixa de renda de dois a cinco salários mínimos, a situação se inverte. ACM Neto assume a liderança, com 48% das intenções de voto, enquanto Jerônimo aparece com 35%. Aqui, Aleluia e Mansur ainda têm participação, mas em números baixos, com 3% e 2% respectivamente. Votos nulos ou brancos representam 7% e 5% dos eleitores não souberam ou não responderam.
A diferença se acentua entre os eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos. Neste caso, ACM Neto alcança impressionantes 53% das intenções de voto, em contraste com apenas 25% de Jerônimo. Os candidatos Aleluia e Mansur, mais uma vez, apresentam números modestos, com 7% e 5%. Os votos nulos ou brancos somam 6% e 4% dos entrevistados que não souberam ou não responderam.
Para este levantamento, foram ouvidos 2.000 eleitores baianos entre os dias 10 e 11 de março, garantindo uma margem de erro de dois pontos percentuais e um grau de confiança de 95%. Este estudo está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-08855/2026. Com essas informações, a pesquisa não apenas ilumina as preferências políticas dos baianos, mas também levanta questões sobre as desigualdades que permeiam o estado e como elas se refletem nas escolhas eleitorais.

