Ronaldo Caiado no PSD: Implicações para a política baiana
Após a decisão de deixar o União Brasil visando uma candidatura à presidência da República nas eleições de 2026, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ingressa no PSD. Entretanto, o senador e líder da legenda, Otto Alencar, garantiu que essa movimentação não resultará em mudanças significativas na política da Bahia. Em uma entrevista concedida à Antena 1 na manhã de quarta-feira (28), Otto se posicionou sobre a situação de outros integrantes do partido, como o senador Ângelo Coronel, que atualmente integra a base do governo.
Otto Alencar trouxe à tona a especulação em torno da possível candidatura do ex-governador Rui Costa (PT), que está sendo considerada pelo grupo petista. Nesse contexto, ele enfatizou que a troca de partido por Coronel para participar das eleições não é uma possibilidade viável.
Enquanto isso, a oposição demonstrou interesse em acolher o senador Ângelo Coronel, intensificando o jogo político no estado. O União Brasil, por sua vez, emitiu uma nota reconhecendo a importância do governador goiano para o partido e desejando sucesso em sua nova jornada no PSD. Assinada pelo presidente da legenda, Antônio Rueda, a mensagem reafirmou a contribuição de Caiado enquanto membro do União Brasil.
Com um histórico de apoio do partido, Ronaldo Caiado era visto como uma das apostas de ACM Neto para a presidência nas próximas eleições. O goiano até mesmo lançou sua pré-candidatura em Salvador, mas recentes pesquisas indicam que sua popularidade está em queda, com apenas 4% das intenções de votos, o que abalou a base de apoio do União Brasil.
A posição de Otto Alencar e o futuro da política baiana
O senador Otto Alencar assegurou que a entrada de Caiado no PSD não impactará os relacionamentos políticos já estabelecidos. Ele comentou: “Não altera absolutamente nada. Converso com prefeitos e ex-prefeitos todos os dias, e os alinhamentos políticos com deputados estaduais e federais permanecem intactos.” Para Otto, a experiência política e a fidelidade dos prefeitos ao partido, que dura há mais de 30 anos, não devem ser abaladas por essas mudanças.
Alencar também se referiu à candidatura de Ângelo Coronel ao Senado, que ainda está em fase de análise. Ele destacou que a manutenção da aliança entre PSD e PT é um ponto em debate dentro da composição da chapa majoritária para as próximas eleições. “Não vai optar nada, zero [possibilidade de mudanças]. Quanto ao senador Ângelo Coronel, ainda estamos discutindo a possibilidade de manter a aliança, um tema que temos debatido desde o ano passado”, disse Otto.
Ele sugeriu que a definição sobre a aliança política será tomada somente após a convenção marcada para julho de 2026, indicando que, por enquanto, a situação permanece em avaliação. Essa incerteza no cenário político da Bahia, somada à movimentação de Caiado, cria um clima de expectativa e especulações entre os partidos e a população.

