Experiências Únicas em Salvador
O Verão de 2026 já se mostra como o mais agitado da história recente da Bahia. Salvador, a capital baiana, não só registra alta ocupação turística, como também apresenta uma programação cultural vibrante e um fluxo constante de visitantes. Contudo, a cidade vai muito além das praias e cartões-postais mais conhecidos, oferecendo roteiros alternativos que mesclam memória, identidade cultural, natureza e experiências acessíveis.
Com o crescimento do turismo de experiência, que prioriza a vivência dos locais e o contato com a cultura local, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) destaca um aumento na ocupação de espaços culturais, como bibliotecas, parques urbanos, bairros históricos e praias menos exploradas. Isso revela uma Salvador que se reafirma em sua diversidade e conexão com suas raízes, indo além do consumo superficial.
Prazos Menos Conhecidos ao Lado do Mar
As praias de Salvador não se limitam às faixas mais famosas. O Rio Vermelho, por exemplo, abriga a Praia do Buracão, uma escolha popular entre os moradores locais que buscam um refúgio de tranquilidade. Outra opção é a Praia da Bica, ideal para um mergulho rápido ou uma pausa durante o dia.
No Subúrbio Ferroviário, as praias de Tubarão e São Tomé de Paripe atraem visitantes que desejam uma experiência mais autêntica e familiar, especialmente ao entardecer, quando a atmosfera se torna ainda mais agradável.
Mirantes que Revelam Novas Perspectivas
Alguns mirantes de Salvador permanecem fora dos itinerários turísticos habituais, mas oferecem vistas deslumbrantes e acesso gratuito. A comunidade da Pedra da Sereia, localizada no Rio Vermelho, é um desses lugares, proporcionando uma vista panorâmica do litoral em um espaço menos frequentado.
Outro mirante interessante é o do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), popular entre os visitantes que buscam contemplar o pôr do sol. O local possui acesso livre à área externa, tornando-o um espaço perfeito para relaxar. Além disso, a Colina Sagrada do Bonfim, reconhecida por sua importância religiosa, também serve como um excelente ponto de observação da Cidade Baixa.
Bairros com Histórias Culturais Ricas
Alguns bairros de Salvador, conhecidos por sua forte identidade cultural, estão fora do circuito turístico tradicional, mas oferecem experiências únicas. Itapuã, por exemplo, combina a beleza da praia com uma lagoa e locais que preservam a memória cultural da região.
A Liberdade, considerada o maior bairro negro da América Latina, é um centro pulsante de música e religiosidade, mantendo viva a produção cultural da comunidade. O Subúrbio Ferroviário se destaca por suas festas populares e a deliciosa culinária regional, enquanto a Ribeira é um ponto de encontro para quem busca atividades ao ar livre e um pôr do sol inspirador.
Biblioteca Central dos Barris: Um Centro Cultural
Localizada no bairro dos Barris, a Biblioteca Central do Estado da Bahia, fundada em 1811, é uma das mais importantes instituições de leitura e convivência cultural de Salvador. Reconhecida como a biblioteca pública mais antiga da América Latina, abriga um acervo de cerca de 600 mil documentos, entre livros raros, periódicos históricos e outros materiais que não estão disponíveis online.
Além do empréstimo de livros, a biblioteca oferece uma programação diversificada com cursos, saraus, exposições e atividades educativas, consolidando-se como um espaço ativo para troca de saberes e convivência social. Sua localização estratégica permite fácil acesso a bares e restaurantes tradicionais da região, como o Bar Velho Espanha, que, com seus 107 anos de história, é um local emblemático e conhecido por sua decoração nostálgica e programação musical.
Parques Urbanos: Lazer e Educação Ambiental
Os parques urbanos têm se destacado como uma das alternativas que reforçam o turismo de experiência em Salvador. Esses espaços promovem a conservação ambiental, lazer gratuito e atividades educativas. O Centro de Interpretação da Mata Atlântica, localizado no Bonfim, inaugurado em 2025, é um exemplo desse compromisso com a natureza.
Com uma área verde de 13,8 mil metros quadrados, o Cima abriga viveiros de mudas, salas educativas, biblioteca temática, café, mirante e espaços para eventos menores. A visitação é gratuita e o local foca na educação ambiental, adotando práticas sustentáveis, como energia solar e áreas verdes. Uma curiosidade: no local, está uma estátua de Charles Darwin, homenageando a passagem do naturalista por Salvador em 1832.

