Deputado Alfineta Governador Mediano
No último domingo (11), o deputado estadual Sandro Régis, do União Brasil, não hesitou em criticar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) após novos ataques dirigidos ao grupo de oposição na Bahia. Sandro, que representa uma das vozes críticas mais ativas na Assembleia Legislativa, observou que a postura agressiva do petista não se faz necessária, uma vez que esconde a falta de soluções efetivas para as questões que afligem a população baiana.
“Como o próprio líder dele já declarou, Jerônimo é um governador mediano. Ao não ter resultados concretos para apresentar ao povo, ele opta por atacar quem diverge de suas ideias. Essa atitude agressiva parece ser uma distração para desviar a atenção do que realmente importa”, declarou Régis.
O deputado também questionou a atual situação do estado, refletindo sobre os 20 anos de governo do PT, e apresentou um panorama sombrio: “Temos a Bahia como o estado mais violento do Brasil, além de promessas como a ponte para Itaparica que continuam sem a concretude esperada desde 2009. Médicos clamam pela regularização de salários em atraso e a fila de regulação de saúde aumentou em 213% nos últimos anos. O conceito de trabalho do governador parece ser bem diferente do nosso”, destacou Sandro Régis, deixando claro seu descontentamento.
Régis também lembrou uma declaração polêmica feita por Jerônimo, que sugeriu enterrar adversários políticos numa vala. “Essa não é a postura que se espera de um líder. Essas provocações vão ter resposta nas urnas, sem dúvida”, acrescentou.
Novas Obras em Salvador
Por outro lado, em um evento realizado neste domingo (12), o governador Jerônimo Rodrigues anunciou novas obras para contenção de encostas em áreas de risco, com investimentos que ultrapassam R$ 27 milhões, fruto de uma aliança entre os governos estadual e federal. Durante a cerimônia, tanto Jerônimo quanto o ministro da Casa Civil, Rui Costa, visitaram obras em andamento na Travessa São Domingos e Rua Santa Luzia, que recebem mais de R$ 1,2 milhão em investimentos.
Essas intervenções visam beneficiar comunidades nos bairros de Plataforma, Pernambués, Federação, Ondina, Alto do Cabrito, Campinas de Pirajá, Mata Escura, Cajazeiras XI e São Marcos, com o intuito de minimizar os riscos de deslizamentos e oferecer mais segurança às famílias que habitam essas áreas, especialmente em períodos chuvosos.
A moradora Rosimeire Alves, da Rua Santa Luzia, expressou sua satisfação com as obras: “Quando sabemos que algo está sendo feito para nos proteger, nossa sensação muda completamente. Em dias de chuva, a preocupação persiste, mas agora sentimos uma tranquilidade, pois há um trabalho sendo realizado”, comentou.
Jerônimo enfatizou que essas obras são parte de uma ação preventiva, essencial para a segurança e dignidade dos cidadãos. “Cada encosta protegida representa um passo a mais na proteção de vidas e na garantia de bem-estar para a população”, afirmou o governador. Ele destacou ainda a importância da colaboração entre os dois níveis de governo para ampliar os investimentos em infraestrutura.
Rui Costa, por sua vez, reforçou que essas intervenções fazem parte de uma política de proteção social contínua. “Esse investimento atua antes que o problema se manifeste, assegurando uma qualidade de vida melhor para quem reside em áreas vulneráveis. É um planejamento que visa preparar as cidades para enfrentar eventos climáticos extremos”, acrescentou.
Desafios e Estratégias
A Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) está à frente da execução das obras, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e o Ministério das Cidades. O presidente da Conder, José Trindade, destacou a importância da integração entre os órgãos para a eficácia das intervenções. “Essa articulação permite agilidade e eficiência, garantindo que cada contenção cumpra seu papel de proteção e segurança para a população”, afirmou.
Enquanto o clima político na Bahia se acirra com os debates entre governo e oposição, as expectativas estão voltadas para as próximas eleições e as respostas que os cidadãos darão às promessas e ações dos líderes políticos. A postura adotada por Jerônimo e as críticas de Sandro Régis refletem um cenário de disputas acirradas que prometem marcar o futuro político do estado.

