Revitalização das Câmaras Setoriais
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) deu início, nesta sexta-feira (23), ao projeto de revitalização das Câmaras Setoriais da Agropecuária no município de Almadina. O primeiro encontro focou no setor cacaueiro e ocorreu na Associação de Pequenos Produtores Rurais da Cruzinha, reunindo mais de 50 participantes, incluindo produtores e representantes de instituições como Ceplac, Sinaterra, Banco do Brasil e Sebrae. O evento marcou um passo significativo para fortalecer a colaboração entre o poder público e o setor produtivo.
De acordo com Ademir Gomes, gerente de projetos das Câmaras Setoriais da Seagri, a reunião destacou a relevância de criar espaços permanentes de diálogo e tomada de decisões, essenciais para a formulação de políticas públicas que atendem as necessidades específicas de cada cadeia produtiva. “Esse projeto visa organizar as demandas do setor produtivo e potencializar a articulação entre governo, produtores e instituições. Estamos apenas começando uma série de encontros e apoio técnico visando revitalizar as Câmaras Setoriais”, destacou Gomes.
A retomada das Câmaras Setoriais é resultado de um termo de cooperação celebrado entre a Seagri e a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem) em dezembro de 2025. O acordo inclui a revitalização e a implantação de até 22 Câmaras Setoriais em todo o estado, com um investimento planejado de até R$ 10 milhões, oriundos da secretaria, e um cronograma de execução de 12 meses.
Maria Aparecida, presidente da Associação PPR da Cruzinha, enfatizou a importância da participação dos produtores nas decisões: “Essa ação que participamos hoje nos ajuda a nos organizarmos para termos uma melhor voz e participação dentro das Câmaras Setoriais”. A colaboração entre os diferentes agentes do setor é vista como um caminho promissor para o desenvolvimento agropecuário.
As Câmaras Setoriais Agropecuárias são órgãos consultivos que reúnem representantes do poder público, do setor produtivo e da sociedade civil. A atuação conjunta desses espaços é fundamental para a formulação de políticas, programas e ações que visam o desenvolvimento das principais cadeias produtivas da Bahia, incluindo cacau, café, algodão, leite, carne, pesca e aquicultura, grãos, mel, sisal, citrus e dendê.

