Transformação Inovadora na Bienal do Livro
A participação da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) na Bienal do Livro deste ano marca uma nova fase para o evento, transformando-o em um espaço que reafirma o protagonismo estudantil, valoriza a atuação docente e estimula o hábito da leitura. Durante quatro dias de intensa programação, a rede estadual ocupará o estande do Governo do Estado, oferecendo uma variedade de apresentações literárias que visam promover a circulação de milhares de estudantes e reforçar as políticas públicas voltadas ao incentivo à leitura. Essa iniciativa busca integrar cultura, educação e cidadania, proporcionando uma experiência imersiva que destaca a escola pública como um importante produtor de conhecimento e arte.
“A presença da rede estadual na Bienal representa um avanço na forma como enxergamos a educação, percebida agora como um espaço de criação, expressão e transformação social”, declara Fábio Barbosa, diretor de Execução das Políticas Públicas da SEC. As atividades programadas evidenciam o potencial criativo que é cultivado nas escolas e ampliam o alcance das produções literárias realizadas pelos alunos. Um dos grandes destaques do evento é a exposição dos projetos do Tempos de Arte Literária (TAL), desenvolvidos por estudantes de todos os 27 Territórios de Identidade da Bahia.
Estudantes em Evidência
Segundo informações da SEC, as obras produzidas por estudantes da rede estadual ressaltam a presença ativa da educação pública na Bienal do Livro Bahia 2026. A abertura do evento, marcada para o dia 15 de abril, contará com a participação de escolas de várias cidades, incluindo Salvador, Nazaré e Conceição do Coité. Um destaque entre os jovens talentos é Thaline Silva Leandro, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, em Feira de Santana, que apresentará seu trabalho intitulado “Dor não contada, culpa mascarada”, vencedor do Encontro Estudantil 2025 na Arena Fonte Nova, onde foram expostas produções dos 27 Núcleos Territoriais de Educação da Bahia.
Thaline comenta: “Meu trabalho aborda a questão do feminicídio, inspirado no projeto desenvolvido na escola, chamado ‘Não queremos apenas flores’, que busca combater a violência contra a mulher”. Para a estudante, a Bienal é uma oportunidade única de reconhecimento e troca de experiências. Essa iniciativa resgata e evidencia o protagonismo estudantil, assim como o fortalecimento da produção criativa nas escolas da rede estadual.
Diversidade Cultural em Foco
As produções artísticas expostas na Bienal refletem a rica diversidade cultural da Bahia e ocupam o estande como um espaço de troca e visibilidade. No dia 16, por exemplo, estudantes do Colégio Estadual Indígena Tupinambá de Olivença e do Colégio Estadual Professora Zenaide Alves Barreto, de Utinga, apresentarão suas obras “Cultura indígena” e “Pindorama aupaba”, respectivamente. O último dia do evento contará com a participação de instituições como o Colégio Estadual Eraldo Tinoco, de Teixeira de Freitas, que apresentará a obra “Mulheres negras”, e o Colégio Estadual de Tempo Integral Anísio Teixeira, de Itapetinga, que mostrará o projeto intitulado “Anomalia”. De acordo com os participantes, o ambiente se transforma em um palco vibrante para narrativas que dialogam com diferentes realidades.
Escritores e Educadores em Destaque
A programação também contemplará a participação de 18 professores que são escritores, os quais apresentarão obras que foram produzidas no contexto escolar. Entre os autores, destaca-se Jacimar Rocha de Oliveira, do Colégio Estadual de Tempo Integral Almirante Barroso, de Salvador, com seu livro “Parem de nos matar: o brado que urge”, e Jandaíra Fernandes da Silva, do Colégio Estadual de Tempo Integral de Gandu, que trará sua obra “A princesa que engoliu o choro”. Os organizadores do evento ressaltam que o estande se converte em um espaço de encontro entre diversas vozes da educação pública, fortalecendo os laços entre ensino e produção cultural.
Visitação e Incentivo à Leitura
Além das atividades programadas no estande, a SEC planeja a visitação de cerca de dez mil estudantes entre os dias 15 e 18, envolvendo 250 escolas. Para enriquecer essa experiência, serão distribuídos vales-livro no valor de R$ 100 para os alunos, incentivando a compra de obras durante o evento e promovendo o acesso à literatura e a formação de novos leitores. Com uma estrutura organizada e uma proposta pedagógica integrada, a participação na Bienal se transforma em uma jornada cultural que reafirma o compromisso da SEC com uma educação pública de qualidade e a democratização do conhecimento.
Contribuição para o Incentivo à Leitura
A programação da SEC também inclui a participação em debates estratégicos sobre a promoção da leitura. Um dos momentos mais relevantes acontecerá no dia 15, quando Manoel Calazans, assessor especial da SEC, participará de um debate sobre o Programa Bahia Literária, ressaltando a importância das políticas públicas voltadas ao incentivo à leitura no estado. Essa ação demonstra os investimentos e estratégias que posicionam a Bahia como uma referência nacional na formação de leitores e na circulação de obras literárias.

