Uma Viagem Musical ao Brasil
Steve Hackett, ex-guitarrista do Genesis e figura icônica do rock progressivo, está de volta ao Brasil para uma série de shows que prometem uma viagem pelos clássicos da banda e algumas de suas composições solo. Com 76 anos, Hackett reflete sobre suas conexões com artistas brasileiros, como Ritchie, e expressa sua admiração por Ney Matogrosso e o talentoso Rafael Rabello.
Durante uma conversa descontraída, realizada por videoconferência, Hackett lembrou-se dos tempos da sua juventude nos anos 70, sempre com um toque de humor. “Uma boa festa daquela época era quando todos se reuniam, fumavam seus baseados e se deixavam levar pelo álbum ‘The Dark Side of the Moon’ do Pink Floyd”, compartilhou. “Todo mundo acordava algumas horas depois e acreditava que tinha sido uma festa incrível”, brincou ele, enquanto se preparava para os shows no Brasil.
Os Clássicos que Marcaram Época
Hackett, que fez parte do Genesis entre 1971 e 1977, tempo em que a banda se destacou no cenário do rock progressivo, agora retorna ao país para relembrar esses clássicos. Ele se apresenta no Rio de Janeiro, no Vivo Rio, e em São Paulo, no Espaço Unimed, acompanhado pela banda cover argentina, Genetics. “É gratificante revisitar essas músicas que têm um lugar especial no coração das pessoas”, disse.
O músico destaca a importância da música ao vivo e como a tecnologia transformou a indústria musical. “Hoje, para fazer uma canção de sucesso, você só precisa de um computador e um cantor. Mas a experiência ao vivo ainda traz uma magia que a tecnologia não pode substituir. As pessoas querem apreciar a autenticidade”, defendeu. Para Hackett, a música ganhou uma nova dimensão com a ascensão da inteligência artificial, mas a emoção de uma performance ao vivo continua sendo incomparável.
Conexões e Amizades Musicais
Além de suas músicas, o retorno ao Brasil também representa a oportunidade de reencontrar velhos amigos. Hackett revelou que está colaborando novamente com Ritchie, famoso por suas baladas românticas. “Ele regravou uma versão de ‘Voo de Coração’, uma canção que fizemos juntos há muitos anos, e estou regravando as partes de guitarra. Está ficando incrível”, contou.
A canção, que se tornou um sucesso no Brasil em 1983, traz boas lembranças para Hackett, que recorda com carinho de sua visita ao país na época. “Eu me lembro de estar no Morro da Urca e ouvir a música tocando quando as portas do teleférico se fecharam. Foi um momento de grande orgulho”, disse.
A Influência Brasileira na Música de Hackett
Hackett não esconde sua paixão pela música brasileira, que considera fundamental para sua formação como artista. Ele menciona a simplicidade e a profundidade que os músicos brasileiros trazem às suas performances. “O que era genial nos músicos brasileiros era a capacidade de um único instrumentista criar algo mágico”, revelou.
O guitarrista ainda compartilhou uma lembrança de uma conversa com Brian May, do Queen, nos bastidores do Rock in Rio de 1985, onde ambos expressaram sua admiração por Ney Matogrosso. “Ele sempre tocava com músicos incríveis. Lembro especialmente de Rafael Rabello, cuja sensibilidade romântica e técnica flamenca me influenciaram muito”, finalizou.
Com sua volta ao Brasil, Steve Hackett não apenas celebra sua carreira, mas também reafirma a importância das conexões culturais e musicais que perduram ao longo das décadas. Através de suas performances, ele promete manter viva a essência da música que tanto significou para ele e para seus fãs.

