Uma Iniciativa de Reflexão e Ação
No dia 13 de março, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia, em conjunto com o Instituto Anísio Teixeira e a Secretaria de Políticas para as Mulheres, realizará o seminário ‘Março das Mulheres – Educação, Equidade e Enfrentamento às Violências’. O evento, que acontecerá na sede do IAT em Salvador, visa fortalecer a atuação de professores e equipes técnicas na promoção da equidade de gênero e na prevenção de violências contra mulheres e meninas, tanto no ambiente escolar quanto na sociedade.
A iniciativa busca fomentar uma reflexão crítica e oferecer formação prática, além de fortalecer as redes de apoio. O enfrentamento às violências deve ser uma pauta constante ao longo do ano letivo, e não apenas durante o mês dedicado às mulheres.
Público-Alvo e Carga Horária do Seminário
Destinado a professores da rede estadual, equipes técnicas das Secretarias da Educação e Políticas para as Mulheres, além de estudantes, o seminário terá carga horária de 8 horas e será 100% presencial. A programação incluirá uma conferência sobre ‘Educação, Equidade e Responsabilidade Social: O Papel da Escola no Enfrentamento às Violências’, além de uma mesa redonda e oficinas temáticas.
Os temas abordados nas oficinas incluirão ‘Protagonismo Feminino e Liderança na Escola’, ‘Redes Sociais, Cultura Digital e Estereótipos de Gênero’, ‘Educação Sexual, Respeito e Equidade de Gênero’ e ‘Saúde Integral da Mulher e Interseccionalidade’. Essas discussões são essenciais para preparar os educadores a lidarem com questões complexas relacionadas à violência de gênero.
Compromisso da Educação com a Proteção e Equidade
Camila Amorim, diretora de Formação do IAT, comentou sobre a importância do seminário: “O Seminário Março das Mulheres busca fortalecer a escola como espaço de proteção, equidade e garantia de direitos. Ao promover o Seminário e mobilizar a participação de professoras, estudantes e equipes técnicas das Secretarias, ampliamos as possibilidades da rede de identificar, acolher e encaminhar situações de violência com responsabilidade e articulação intersetorial. Assim, reafirmamos que o enfrentamento às violências contra mulheres e meninas não se restringe ao mês de março, mas constitui um compromisso permanente da educação pública.”
A Urgência de Abordar a Violência contra Mulheres
Os dados sobre violência contra mulheres no Brasil são alarmantes e ressaltam a necessidade de ações estruturadas e contínuas. O aumento nos registros de feminicídio, violência doméstica, violência psicológica e assédio, incluindo no ambiente escolar e nas redes sociais, exige uma resposta efetiva da sociedade.
A escola, enquanto espaço formativo e socializador, desempenha um papel crucial na rede de proteção social. Muitas vezes, é o primeiro espaço institucional a perceber sinais de sofrimento, mudanças comportamentais ou relatos de violência. Portanto, é essencial que a atuação escolar esteja alinhada a protocolos seguros, garantindo encaminhamentos adequados e o suporte necessário às vítimas.

