Articulações Políticas para 2026
Com a proximidade das eleições de 2026, as movimentações no cenário político da Bahia estão em alta. O grupo governista, liderado pelo PT, já possui sua chapa majoritária praticamente definida. Contudo, a oposição, encabeçada por ACM Neto (União Brasil), também avança na construção de sua composição eleitoral. A expectativa é de que Neto dispute mais uma vez o Palácio de Ondina, com João Roma (PL) como candidato ao Senado, com a necessidade de ajustar as outras duas posições: a vice-governadoria e a segunda vaga ao Senado.
Entre os possíveis nomes para a vice, Zé Cocá, prefeito de Jequié, ganhou força nas últimas semanas, destacando-se pela sua influência regional. De acordo com fontes ligadas ao grupo, a presença de um nome com forte base regional é considerada crucial para a composição da chapa, especialmente após a derrota em 2022, onde Neto foi superado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
A perspectiva de Cocá como vice ocorre em meio a rumores de que José Ronaldo, prefeito de Feira de Santana, planeja continuar no comando da prefeitura até o término de seu mandato. Embora seu nome tenha sido cogitado, ele tem demonstrado preferência por permanecer no Executivo municipal, o que diminui suas chances de renunciar para concorrer ao cargo de vice-governador.
Reeleito em 2024, Zé Cocá foi mencionado como um dos principais nomes pela sua atuação política e forte apoio no Médio Rio de Contas. Interlocutores de ACM Neto afirmam que o diálogo com Cocá está progredindo, embora ainda não haja uma definição oficial. O prefeito de Jequié condicionou sua participação a compromissos relacionados a obras que beneficiem a região, como a construção de um aeroporto que considera estratégico para o desenvolvimento local.
Continuidade das Negociações e Expectativas
Além da discussão sobre a vice-governadoria, os bastidores políticos também tratam do futuro do senador Angelo Coronel, que, atualmente no PSD, pode se aproximar da oposição, embora sua filiação ao União Brasil ainda não esteja confirmada.
Em um cenário paralelo, a Polícia Militar prendeu um homem procurado por homicídio em Camaçari, enquanto a justiça na Bahia cobra medidas para a instalação de medidores de energia em uma aldeia indígena. Essas questões, embora não diretamente ligadas às articulações políticas, refletem o contexto de tensão e necessidade de soluções que permeiam a sociedade baiana, antecipando potenciais temas de campanha para as eleições que se avizinham.
Conforme as articulações políticas se intensificam, tanto a oposição quanto a situação têm desafios pela frente. A habilidade de manobrar alianças e consolidar propostas que atendam às demandas da população serão cruciais para o sucesso nas urnas em 2026.

