Diálogo e Escuta Ativa
Na manhã da última quinta-feira (12), a Casa da Mulher Brasileira, localizada em Salvador, recebeu um encontro significativo que colocou as vozes de meninas e jovens mulheres em destaque. Cerca de 100 estudantes de instituições como os colégios estaduais São Daniel Comboni, Carlos Marighella, Mestre Paulo dos Anjos e Ministro Aliomar Baleeiro participaram da iniciativa chamada “Falas jovens – meninas pelo fim da violência de gênero”. O evento foi promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM), em parceria com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), a Coordenação Estadual de Políticas para Juventude (COJUVE) e o Conselho Estadual de Juventude (CEJUVE). A proposta deste encontro é fomentar um espaço de diálogo onde as jovens possam compartilhar suas experiências, desafios e as estratégias que têm adotado para enfrentar a violência de gênero.
A programação do dia incluiu rodas de conversa e métodos de escuta estruturada, que possibilitaram a identificação de situações enfrentadas por jovens e o fortalecimento de redes de apoio. Iana Sara, coordenadora de Juventude em Processos Educacionais da SEC, enfatizou a importância dessa escuta: “Estamos realizando encontros com jovens em diferentes territórios da Bahia para atualizar o plano, que não é revisado há mais de dez anos. A escuta das meninas da rede estadual é essencial para compreender a realidade atual e fortalecer políticas que garantam direitos e oportunidades para a juventude”.
Participação e Empoderamento
O evento foi considerado vital por integrantes do Conselho Estadual de Juventude, que reforçaram a necessidade de ouvir as jovens na formulação de soluções para problemas sociais. Angell Azevedo, membro do conselho, mencionou a relevância de ampliar os espaços para que as meninas possam se expressar: “As vozes da juventude feminina nem sempre são ouvidas, e este momento cria a oportunidade para que sejam. Vivemos em um país com altos índices de feminicídio, por isso espaços como este são essenciais para pensar políticas públicas e construir soluções coletivas”.
Os estudantes também tiveram a chance de compartilhar suas percepções sobre a importância do diálogo em seus cotidianos. Lara Vieira, uma aluna de 16 anos do Colégio Carlos Marighella, destacou que “é importante conversar sobre as mulheres, sobre as lutas, conquistas e sobre a rede de apoio e proteção”. Sua colega, Isabela Rodrigues, também de 16 anos, ressaltou a urgência de incentivar denúncias e a solidariedade entre as mulheres: “Vejo como uma forma de incentivar que as mulheres se manifestem quando passam por agressão ou assédio e tenham apoio umas das outras”.
Resultados e Impactos
As informações e reflexões coletadas durante o encontro serão organizadas em relatórios técnicos, que servirão como base para a atualização do Plano Estadual de Juventude e o fortalecimento de políticas públicas voltadas para a juventude na Bahia. A Secretaria da Educação do Estado reforçou que, ao transformar experiências vividas em dados qualificados, a iniciativa sublinha a relevância da escuta das jovens na criação de estratégias efetivas para prevenir e combater a violência de gênero.

