A III feira cultural e de Empreendedorismo
A pesquisa, criatividade e a busca pelo protagonismo dos estudantes marcaram a abertura da III Feira Cultural e de Empreendedorismo, realizada no dia 7 de novembro, no Colégio Estadual Maria de Lourdes Lima Pereira, localizado no povoado de Barra do Tarrachil, em Chorrochó, na região Norte da Bahia. O evento se destaca como um espaço de troca de saberes, inovação e fortalecimento da educação pública, reunindo produções autorais, debates sociais e projetos que refletem a realidade da comunidade.
Com o tema “Empodera: Educação, Justiça Social e Empreendedorismo”, a feira, que teve sua primeira edição em 2024, se consolida como uma das principais iniciativas do calendário escolar. O professor Manoel Messias Pereira, idealizador do projeto, enfatiza a importância de conectar a escola à comunidade e demonstrar aos alunos que empreender pode ser um meio de transformação social. “A feira é um espaço de aprendizado significativo, valorização cultural e fortalecimento comunitário. Aqui, os alunos exploram, criam e discutem, percebendo que a educação abre portas e constrói autonomia”, destacou.
Temas Relevantes e Colaboração Comunitária
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Até esta sexta-feira (8), os estandes da feira apresentam uma variedade de discussões sobre temas cruciais como violência de gênero, igualdade racial, inclusão, diversidade, direitos humanos e permanência escolar, sempre alinhados a propostas empreendedoras que dialogam com a realidade local. A programação ressalta também os arranjos produtivos da comunidade, valorizando o artesanato, a culinária regional e pequenos negócios familiares que movimentam a economia local, ao mesmo tempo que preservam a identidade cultural da região. Parcerias com instituições como o Sebrae, a Defensoria Pública da Bahia e universidades locais fortalecem essa iniciativa.
Desenvolvimento de Habilidades e protagonismo estudantil
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De acordo com o professor Manoel, mais do que uma simples exposição de ideias, a feira evidencia o protagonismo estudantil, incentivado pela rede estadual de ensino por meio de projetos pedagógicos que promovem investigação científica, produção de conhecimento e participação social. Os alunos têm um papel ativo, envolvendo-se desde a organização dos espaços da feira até o aprofundamento dos temas em discussão, desenvolvendo competências essenciais como comunicação, liderança e trabalho em equipe.
A estudante de 3º ano e Jovem Ouvidora Adjunta da escola, Ligia Gabrieli, compartilhou suas impressões sobre a experiência. “A feira nos proporciona a chance de expandir nossos horizontes e fortalecer a formação cidadã. É uma oportunidade de desenvolver criatividade, imaginação e habilidades de interação. Aprendemos a trabalhar em grupo, a lidar com opiniões divergentes e a compreender questões relevantes da sociedade. Além disso, os empreendedores locais têm a chance de ganhar visibilidade e receber o reconhecimento que merecem”, afirmou.

