Um Desafio Persistente de saúde pública
A asma continua a ser uma das doenças crônicas mais prevalentes e frequentemente subestimadas em todo o mundo, especialmente em ambientes urbanos com fatores ambientais complexos. Com a comemoração do Dia Mundial da Asma, marcada para a próxima terça-feira, dia 5, especialistas enfatizam a relevância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo para evitar agravamentos e mortes evitáveis.
Estudos globais apontam que mais de 260 milhões de pessoas convivem com a asma, resultando em aproximadamente 400 mil mortes anuais relacionadas à doença, em sua maioria em países de baixa e média renda. No Brasil, a situação é igualmente alarmante: cerca de 20 milhões de cidadãos são asmáticos, o que resulta em aproximadamente 350 mil internações anualmente pelo SUS, posicionando a asma entre as principais causas de hospitalização no país, de acordo com o Ministério da Saúde.
A pneumologista Fernanda Aguiar, coordenadora do serviço de medicina respiratória do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), destaca que, embora a asma seja uma condição controlável, muitos pacientes ainda a negligenciam. “O acompanhamento adequado pode evitar crises graves e melhorar significativamente a qualidade de vida”, ressalta. Ela acrescenta: “Não há dificuldade em tratar a asma no Brasil, seja pelo SUS ou pela saúde suplementar. O que precisamos é combater o subdiagnóstico, identificando corretamente aqueles que convivem com sintomas sem um devido acompanhamento”.
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Fonte: ctbanews.com.br
Impacto da Asma no Brasil e na Bahia
De acordo com estudos, a asma pode afetar entre 10% e 20% da população brasileira, com uma prevalência maior entre crianças e adolescentes. No entanto, o controle da doença permanece um desafio, pois apenas uma fração dos pacientes mantém um acompanhamento adequado, o que resulta em internações e óbitos que poderiam ser evitados. A doença é responsável por cerca de duas mil mortes anuais no país, muitas delas vinculadas à falta de informação e ao uso inadequado de medicamentos. É importante ressaltar que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para todos os níveis da doença, com abordagens variadas conforme a necessidade clínica.
Na Bahia, fatores como clima, poluição, condições habitacionais e desigualdade no acesso aos serviços de saúde desempenham um papel crucial na persistência dos casos. Fernanda Aguiar enfatiza a necessidade de um acompanhamento especializado, especialmente em casos moderados e graves, garantindo acesso a tratamentos modernos e protocolos clínicos adequados. “A atenção primária é decisiva, desde que haja um diagnóstico correto, adesão ao tratamento e orientação contínua aos pacientes”, destaca.
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Diagnóstico e Controle da Asma
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por sintomas como falta de ar, chiado no peito, tosse e aperto no tórax. Embora não exista cura, o controle da doença é viável com medicação adequada, principalmente por meio de inaladores e acompanhamento médico regular.
Conscientização e Acesso aos Tratamentos
O tema global do Dia Mundial da Asma para 2026, “Acesso a inaladores anti-inflamatórios para todas as pessoas com asma – uma necessidade ainda urgente”, definido pela Global Initiative for Asthma, ressalta a importância de expandir o acesso a tratamentos eficazes, especialmente os inaladores, considerados essenciais para o controle da doença.
Mais do que uma data simbólica, o dia 5 de maio serve como um apelo à ação para gestores, profissionais de saúde e a população em geral. Com informação adequada, diagnóstico cedo e tratamento correto, a asma pode deixar de ser uma ameaça silenciosa, tornando-se uma condição manejável, inclusive na Bahia.

