Orgulho e Preconceito: A Dualidade da Identidade Baiana
No episódio do programa Provoca, exibido nesta terça-feira (12), Marcelo Tas teve a oportunidade de entrevistar Matheus Buente, um historiador e comediante que não esconde seu orgulho pelas raízes baianas. Durante a conversa, Buente abordou as percepções que ele e outros baianos enfrentam, especialmente quando estão fora do seu estado natal.
Em uma reflexão profunda, o comediante compartilhou seus sentimentos em relação à Bahia, enfatizando a força cultural e a singularidade que a região representa. ‘Acho que a Bahia tem uma arrogância que é fundamental para quem não é centro’, explicou. Para ele, essa percepção de autossuficiência é um resultado histórico, onde a distância do eixo central brasileiro promoveu uma identidade própria entre os baianos.
Matheus destaca que essa postura de ‘eu me basto’ é não apenas um traço cultural, mas também um reflexo do orgulho associado a elementos como música, religiosidade e tradições que possuem um ‘selo baiano’. ‘Tem uma vontade do baiano de querer ser excelente nas coisas que faz’, ressaltou, sublinhando que, infelizmente, essa busca por excelência é constantemente ofuscada por estigmas negativos.
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Ele também abordou os preconceitos que os baianos enfrentam ao se deslocarem para outras localidades. Com sinceridade, Buente afirmou: ‘Aqui em São Paulo, ‘baiano’ é xingamento’. Essa declaração expõe uma realidade dura, evidenciando como rótulos podem impactar a imagem de uma cultura rica e diversa.
cultura baiana em Destaque
O entrevistado não hesitou em evidenciar o comprometimento dos baianos com sua identidade cultural, afirmando que existe um orgulho genuíno em relação ao que é produzido na Bahia. ‘A gente olha para tudo o que faz e sente orgulho do que foi feito’, ele disse, fazendo referência ao potencial criativo que brota no estado. O programa Provoca, que vai ao ar às terças-feiras, às 22h30, na TV Cultura, tem se consolidado como um espaço para discussões profundas sobre identidade e cultura brasileira.
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Além da entrevista com Matheus Buente, o programa também apresentou outros conteúdos relevantes, como a performance de Carol Panesi, que mostrou a força do violino popular em seu novo projeto. Essa diversidade cultural, confirmada por Buente e ilustrada por Panesi, reflete a riqueza do Brasil e a necessidade de respeitar e valorizar cada expressão cultural.
O episódio de hoje não apenas entretém, mas também provoca uma reflexão crítica sobre preconceitos e a valorização da cultura local. Assim, a conversa entre Tas e Buente se destaca como um chamado à consciência sobre a importância de celebrar a diversidade do nosso país, sem rótulos ou estigmas que possam diminuir a essência de quem somos.

