Descompasso entre inovação tecnológica e adoção empresarial
A velocidade do avanço tecnológico desafia as empresas a acompanhar as mudanças e incorporá-las no cotidiano organizacional. No painel “Empresas Inteligentes: o novo modelo competitivo”, realizado no Agenda Bahia, a especialista em Autoridade Digital e Reputação, Carolina Dostal, destacou que a criação de soluções inovadoras frequentemente ultrapassa a capacidade das organizações de adotá-las. Ela citou o exemplo do carro voador, já disponível, mas ainda com uso incerto, para ilustrar esse fenômeno. Carolina também explicou o conceito de “click drift”, que representa a falta de sincronia entre o desenvolvimento tecnológico e a adaptação das pessoas e corporações.
Na prática, é comum que tecnologias cheguem antes das empresas saberem como explorá-las adequadamente. “Muitos funcionários já usam tecnologia sem que os CEOs ou diretores validem seu uso”, observou Carolina. O verdadeiro desafio, portanto, reside não apenas no acesso às ferramentas, mas na capacidade de integrar essas inovações à cultura e às estratégias internas, exigindo uma mudança de postura das lideranças.
A energia como diferencial competitivo e a urgência da sustentabilidade
No mesmo painel, Lucas Harb, representante da Echoenergia, ressaltou a importância de redefinir a visão empresarial sobre a energia. Para ele, esse recurso deve ser visto muito além de um custo operacional, passando a ser considerado um ativo estratégico que agrega valor e traz estabilidade ao negócio. Uma gestão energética eficiente pode garantir previsibilidade nas operações e fortalecer a solidez das empresas.
Leia também: Tradição e inovação: como tecnologia e sustentabilidade renovam os tapetes de Corpus Christi em Feira de Santana
Leia também: Tecnologia de ‘Nariz Eletrônico’ com IA Revoluciona Reconhecimento de Aromas
Fonte: noticiasdorecife.com.br
O executivo também destacou a relevância da sustentabilidade nesse contexto. Cerca de 2 mil empresas já exigem que seus fornecedores adotem práticas sustentáveis, e o mercado conta com certificações específicas para a compra de energia limpa. Contudo, Lucas alertou que não basta incorporar a sustentabilidade no discurso institucional. É fundamental que essas práticas estejam efetivamente presentes nas operações, garantindo coerência entre o que as empresas comunicam e o que realmente realizam.
Integração entre inovação, energia e sustentabilidade na agenda empresarial
A convergência entre a inovação tecnológica, a gestão estratégica da energia e a sustentabilidade resulta em uma agenda que visa construir empresas mais eficientes, previsíveis e alinhadas com as demandas do mercado. O painel, mediado pelo jornalista Donaldson Gomes, editor de economia do CORREIO, reuniu especialistas como Carolina Dostal, Fábio Meneghatti, CEO da Greenz, e Lucas Harb para debater os desafios e oportunidades dessa transformação.
Leia também: Cultura do Seguro em Debate: Como a Proteção Patrimonial Ganha Espaço em Feira de Santana
Fonte: daquibahia.com.br
Essa integração representa um passo importante para que as organizações continuem competitivas diante das rápidas mudanças tecnológicas, sem perder de vista a eficiência operacional e o compromisso com a sustentabilidade.

