Seguro como ferramenta estratégica para empresários
Em Feira de Santana, a discussão sobre a cultura do seguro ganhou destaque em um encontro promovido pelo SindSeg Conecta, realizado na Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (ACEFS). O evento reuniu seguradoras, corretores e empresários para reforçar que contratar um seguro vai muito além da proteção tradicional de veículos e residências. A proposta principal foi aproximar o mercado segurador do empresariado local, ampliando o entendimento sobre os benefícios do seguro como uma ferramenta de proteção patrimonial e planejamento estratégico, especialmente diante das mudanças climáticas.
Seguro é investimento, não custo
Paulo César Martins, presidente do SindSeg BA/SE/TO, destacou que o setor tem investido em programas como o Plano de Desenvolvimento do Mercado Segurador (PDMS) para levar a cultura do seguro à população. Segundo ele, ainda prevalece a ideia errada de que o seguro representa um custo para famílias e empresas, quando, na verdade, é um investimento fundamental para garantir tranquilidade e segurança financeira.
“Muitas vezes, empresários e famílias enxergam o seguro como um gasto, mas ele é um mecanismo de proteção que permite o planejamento diante de imprevistos”, explicou Paulo César. Ele ressaltou que eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e vendavais, têm reforçado a importância de estar preparado para situações inesperadas.
Impactos das mudanças climáticas na contratação de seguros
O presidente do SindSeg enfatizou o papel do seguro frente às alterações climáticas e seus efeitos diretos na sociedade. “A pauta climática evidencia como o seguro contribui para a proteção social, ajudando famílias e empresas a enfrentarem os desafios trazidos por eventos extremos.”
Com base em dados apresentados durante o evento, Paulo César apontou que o mercado brasileiro de seguros ainda está longe de seu potencial. A penetração dos seguros no Produto Interno Bruto (PIB) do país é de cerca de 6,5%, bem abaixo dos 15% a 18% observados em mercados mais maduros. No segmento residencial, apenas 17% das casas no Brasil possuem seguro, percentual que cai para aproximadamente 7% no Nordeste, região que inclui Feira de Santana.
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Essa diferença revela um espaço significativo para crescimento. Segundo Paulo César, a mudança climática e seus impactos reforçam a necessidade de ampliar a proteção, garantindo tranquilidade para famílias e empresas diante de incertezas climáticas e econômicas.
Avanço tecnológico facilita acesso e contratação
Outro destaque do encontro foi a evolução tecnológica no setor de seguros. Paulo César ressaltou que ferramentas como a inteligência artificial têm simplificado a contratação, tornando o processo mais acessível por meio de dispositivos móveis e a atuação dos corretores.
Além disso, a tecnologia tem contribuído para agilizar o pagamento de indenizações, diminuindo a burocracia e facilitando a vida do segurado. Essa transformação digital representa uma oportunidade para atrair novos clientes e fortalecer a cultura do seguro.
Importância do diálogo entre seguradoras e empresários locais
O SindSeg tem promovido encontros em regiões economicamente ativas, como Feira de Santana, para estreitar a relação entre o mercado segurador e o empresariado. Paulo César reforçou que esses eventos são estratégicos para disseminar o conhecimento sobre as modalidades de seguro e suas vantagens.
Genildo Melo, presidente da ACEFS, destacou que a iniciativa é fundamental para o fortalecimento do empreendedorismo local, ampliando a compreensão sobre os riscos que envolvem as atividades empresariais. Ele ressaltou que o seguro vai muito além da proteção de automóveis e residências, abrangendo diversas áreas que impactam diretamente os negócios.
“Discutir seguros é compreender como proteger o patrimônio e garantir a continuidade das empresas diante de imprevistos”, afirmou Genildo. Ele ainda apontou que Feira de Santana possui um mercado expressivo, com dezenas de corretoras e a atuação de grandes seguradoras, que representam uma oportunidade de negócios para a região.
Para o presidente da ACEFS, aproximar seguradoras, corretores e empresários ajuda a adequar os produtos de seguro às necessidades específicas das empresas locais, tornando a oferta mais eficiente e alinhada à realidade do mercado.
O evento contou com a participação de dezenas de corretores e mais de cem empresários, que tiveram a chance de ampliar seus conhecimentos e entender melhor como o seguro pode ser um aliado na proteção do patrimônio, das casas, veículos e frotas empresariais.
Essa troca de experiências e informações reforça a estratégia do SindSeg de fortalecer a cultura do seguro, promovendo segurança econômica e contribuindo para o desenvolvimento sustentável das empresas e da sociedade em geral.

