Teatro e Cultura Afro-brasileira em Cena
O projeto artístico-pedagógico “Mukunã: do Recôncavo à Capital” começa, em agosto de 2026, uma série de atividades que unem teatro, educação e ancestralidade afro-brasileira em Salvador e Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Com o apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), a iniciativa promove o espetáculo “Mukunã: do fio à raiz”, além de oficinas, ações de acessibilidade, atividades formativas e transmissões ao vivo até dezembro.
Espaços e Público Diversificado
Idealizado e liderado pela atriz, arte-educadora e gestora cultural Vika Mennezes, o projeto desenvolve ações em locais como o Colégio Estadual de Tempo Integral da Ribeira, em Salvador, o Cine-Theatro Cachoeirano, em Cachoeira, e o Teatro Martim Gonçalves, na Canela. A programação é voltada a estudantes da rede pública, professores, universidades, comunidades e coletivos, reforçando a circulação cultural e a formação de público.
Espetáculo que Conecta Ancestralidade e Identidade
O ponto de partida é o espetáculo “Mukunã: do fio à raiz”, que narra a relação de uma mulher com sua ancestralidade por meio do cabelo. Em circulação há quase dois anos, a montagem rendeu a Vika Mennezes uma indicação ao prêmio de Melhor Atriz no 30º Prêmio Bahia Aplaude. A obra, com composição de Filêmon Cafezeiro e Liz Novais, conquistou o prêmio Revelação.
Leia também: Projeto Circuito Cultural amplia acesso à cultura em Salvador e outras cidades
Leia também: Lazzo Matumbi leva ‘Matumbi Canta a Bahia’ a Salvador com convidados especiais
Programação Inicial em Salvador e Cachoeira
As primeiras apresentações ocorrem no Colégio Estadual de Tempo Integral da Ribeira, em Salvador, nos dias 14 e 21 de agosto, com sessões adaptadas para a comunidade escolar e intérprete de Libras. No dia 28, o projeto segue para Cachoeira, com a oficina “Meu Mukunã: Minha Raiz” no Cine-Theatro Cachoeirano, que aproxima teatro, formação artística e discussões sobre identidade e ancestralidade.
Oficinas que Enriquecem a Formação Cultural
Entre setembro e dezembro, uma série de seis oficinas aborda temas como corpo, estética afro, dança ancestral, iluminação para espaços alternativos, cenografia teatral e dramaturgia afrocentrada. Com profissionais como Vika Mennezes, Lore Bispo, Paula Marinho, Allison de Sá, Alan Aljó e Filêmon Cafezeiro, as atividades fortalecem o diálogo entre técnica, arte e referências afrocentradas.
Novas Apresentações e Ampliação do Acesso
O espetáculo retorna ao Teatro Martim Gonçalves nos dias 1º, 2 e 3 de outubro. Nos meses seguintes, oficinas continuam em escolas estaduais de Salvador. Além disso, o projeto promove lives no Instagram com o tema “Uma História Cabeluda para Contar”, incentivando a troca de experiências pessoais sobre cabelos e ancestralidade.
Acessibilidade e Divulgação da Cultura Afro-brasileira
Com foco em democratizar o acesso ao teatro, as ações contemplam estudantes, professores, coletivos de mulheres, povos de terreiro e instituições que atendem pessoas surdas. A iniciativa reforça a importância da cultura afro-brasileira e amplia sua presença em espaços educacionais e culturais do Recôncavo Baiano.

