Reflexão sobre Patrimônio e Identidade Cultural
Com o tema “Patrimonializar: para que e para quem?”, a 7ª Jornada do patrimônio cultural de Salvador acontece entre os dias 20 e 22 de agosto, em diferentes espaços da cidade. Organizado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), o evento celebra o Dia Nacional do Patrimônio Cultural, comemorado em 17 de agosto, e propõe um olhar crítico sobre a preservação, valorização da memória e educação patrimonial.
A programação se desenrola em três locais que são referências na preservação da história soteropolitana: o Terreiro Casa Branca, no Engenho Velho da Federação; a Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho; e a Casa das Histórias de Salvador, na região do Comércio.
Programação e Debates que Envolvem Diversos Olhares
Durante os três dias, a Jornada reúne especialistas, gestores públicos, pesquisadores, artistas, mestres e membros da comunidade para discutir diferentes perspectivas sobre o patrimônio cultural. O encontro também enfatiza a importância de ampliar as narrativas e reconhecer os diversos sujeitos envolvidos nos processos de preservação.
Leia também: Salvador brilha em documentário da Embratur sobre a economia azul e o mar brasileiro
Leia também: Jornada do Patrimônio 2026: Uma Imersão nas Histórias de São Paulo
Fonte: acreverdade.com.br
No primeiro dia, no Terreiro Casa Branca, a abertura conta com a palestra de Jamile Borges (UFBA) sobre a superação do pensamento eurocêntrico no campo do patrimônio cultural. A programação segue com uma mesa redonda abordando políticas, práticas e sustentabilidade na preservação, com a participação de Ordep Serra (Terreiro Casa Branca), Alan Cedraz (MPBA/NUDEPHAC) e Vilma Patrícia (EtniCidades/UFBA), mediada por Isaura Genoveva (Terreiro Casa Branca e SEMUR). O dia termina com uma visita guiada ao Terreiro Casa Branca.
O segundo dia ocorre na Fundação Casa de Jorge Amado, onde a mesa de debates destaca estratégias de fomento para a preservação e valorização do patrimônio cultural. Participam Paloma Amado (escritora), Aislane Nobre (doutoranda em Artes Visuais) e Silvana Moura (roteirista e diretora audiovisual). A tarde reserva uma visita guiada ao local e a exibição do documentário “Alápini, a herança ancestral de Mestre Didi”, seguida de conversa com a diretora Silvana Moura. O dia encerra com uma homenagem aos professores José Dirson Argolo e Mário Mendonça.
Encerrando a Jornada, a Casa das Histórias de Salvador recebe a premiação dos mestres contemplados no Edital Culturas Populares: Festas e Mestres, além de uma roda de conversa mediada por Chicco Assis (SECULT Salvador) sobre o papel dos mestres e mestras das culturas populares na educação patrimonial. A tarde traz uma aula a bordo de uma escuna, explorando o patrimônio cultural da cidade de Salvador.
Leia também: Circuito Spcine apresenta programação especial em encerramento do Festival do Patrimônio Histórico
Fonte: reportersorocaba.com.br
Além da diversidade de vozes, a 7ª Jornada do Patrimônio Cultural reafirma a importância da circulação e do acesso dessas conversas para o público interessado na preservação das riquezas culturais locais, uma iniciativa que conecta passado, presente e futuro da memória baiana.

