Desafios na regulação de pacientes no SUS
A regulação de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS) segue sendo uma das maiores dificuldades enfrentadas na Bahia. Durante visita ao Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), a secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, reconheceu que o processo de encaminhamento e transferência ainda apresenta desafios importantes. A declaração aconteceu em meio a protestos na região, motivados pela espera prolongada para transferência dos pacientes, que chegaram a bloquear rodovias em demonstração de insatisfação.
Roberta Santana destacou que o Estado monitora indicadores cruciais para o tempo de espera e tem trabalhado para agilizar a localização de vagas. “Temos indicadores que demonstram a evolução do tempo de atendimento e é para isso que a gente trabalha o tempo todo, para localizar a vaga mais rápido”, afirmou. Atualmente, 80% dos atendimentos regulados acontecem em até 24 horas, enquanto a meta é atingir 100% nesse prazo.
Ampliação da rede de saúde e casos especiais
A secretária explicou que a ampliação da estrutura hospitalar tem sido uma estratégia central para reduzir as filas de espera. A Bahia investiu na abertura de novos hospitais, aumento do número de leitos e contratação de serviços complementares na rede privada. Mesmo assim, casos que demandam tratamentos altamente especializados, como leucemia e tumores ósseos, ainda podem ultrapassar o período de 24 horas para transferência, principalmente pela falta de especialistas e leitos específicos no interior do estado.
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“São situações de tratamento oncológico, principalmente leucemia muito especializada, ou um tumor ósseo, que precisam, por conta da falta de especialistas nessa região, ser transferidos para Salvador”, explicou Roberta Santana.
Orientação para familiares e próximos passos
Sobre os recentes protestos, a secretária expressou compreensão pela angústia dos familiares, mas orientou que busquem inicialmente os profissionais das unidades de saúde locais. “Eu peço que sempre que houver um movimento, uma insatisfação ou uma ansiedade da família, que busque primeiro a unidade, os nossos diretores médicos, nosso assistente social, para a gente poder conversar com a família e poder explicar o que está sendo feito”, recomendou.
Roberta reforçou que a expansão da rede pública segue como prioridade para enfrentar a crescente demanda. Novos hospitais, leitos e serviços especializados são as principais medidas adotadas para aliviar a pressão sobre o sistema de regulação, buscando garantir um atendimento mais ágil e eficaz para a população baiana.

