Turismo brasileiro bate recorde de faturamento em julho
O setor de turismo no Brasil alcançou um faturamento de R$ 25,5 bilhões em julho, o maior valor já registrado para esse mês na série histórica. O crescimento foi de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme revela a Pesquisa do Faturamento do Turismo Nacional, realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
No acumulado entre janeiro e julho de 2026, o turismo movimentou R$ 168,8 bilhões, um avanço de 3,4% em comparação ao mesmo intervalo do ano passado. Esse resultado também representa o maior nível histórico para o período, apontando que o faturamento anual do setor deve se aproximar de R$ 300 bilhões até o final do ano.
Bahia destaca-se com crescimento expressivo no turismo
Ao analisar os dados regionais, excluindo o transporte aéreo, o faturamento chegou a R$ 17,4 bilhões em julho, com alta de 2,4%. Entre os estados pesquisados, 17 apresentaram crescimento na receita, enquanto 10 tiveram queda.
A Bahia sobressaiu como o estado com maior aumento percentual de faturamento, registrando alta de 18,7% no mês e alcançando R$ 759 milhões. O Rio Grande do Norte e o Amapá também tiveram crescimento significativo, com 16,3% e 12,4%, respectivamente.
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São Paulo permaneceu na liderança em volume absoluto, movimentando R$ 7 bilhões, cerca de 40% do total nacional, com crescimento de 2,6%, impulsionado principalmente pelo turismo de negócios e grandes eventos corporativos. Em contrapartida, Mato Grosso do Sul (-8,6%), Tocantins (-7,7%), Ceará (-6,9%) e Pernambuco (-6,7%) registraram as maiores quedas.
Transporte aéreo mantém recuperação apesar da queda nas tarifas
O transporte aéreo segue como a atividade com maior peso econômico no turismo, movimentando R$ 8,1 bilhões em julho, alta de 3% em relação ao ano anterior. A demanda doméstica cresceu 4%, elevando em 2,4% o volume de passageiros transportados.
Ao contrário de períodos anteriores, o aumento no faturamento da aviação não foi impulsionado pelo preço das passagens, que caiu de R$ 742 para R$ 703. As companhias aéreas absorveram parte do aumento superior a 50% no preço do Querosene de Aviação (QAV) para evitar repasses integrais aos consumidores, preservando a movimentação de passageiros.
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Setores de alimentação e locação impulsionam o turismo; hospedagem recua
A alimentação voltada ao turismo apresentou crescimento estável, faturando R$ 3,9 bilhões em julho, com alta de 6,5%. A desaceleração da inflação dos alimentos contribuiu para que bares e restaurantes mantivessem preços competitivos em áreas turísticas.
Outros segmentos também registraram recuperação, como a locação de veículos, com aumento de 2% e faturamento de R$ 2,9 bilhões; transporte rodoviário, com alta de 4,9% atingindo R$ 1,8 bilhão; transporte aquaviário, que cresceu 6,9% somando R$ 778 milhões; atividades culturais e esportivas, que avançaram 1,6% com R$ 709 milhões; e agências de viagens, com crescimento de 2,3% e receita de R$ 1,7 bilhão.
Porém, o setor de hospedagem sofreu queda de 1,4% no faturamento, totalizando R$ 5,6 bilhões. Enquanto grandes hotéis registraram aumento de 5,3% na diária média, estabelecimentos menores como pousadas, hostels e hotéis independentes sentiram mais os efeitos do orçamento familiar apertado devido ao crédito caro e à inadimplência.

