BYD movimenta mais de R$ 1 bilhão por ano na economia baiana
O Complexo Industrial da BYD em Camaçari, Bahia, já se firmou como um dos pilares mais importantes para a economia e geração de renda no Nordeste. Com mais de 22 mil empregos diretos, indiretos e induzidos, a empresa movimenta anualmente uma massa salarial superior a R$ 1,03 bilhão. Esses dados fazem parte dos primeiros resultados de um estudo do Observatório da Indústria, unidade de inteligência econômica do Sistema FIEB (Federação das Indústrias do Estado da Bahia), realizado em parceria com a BYD.
Salários acima da média e efeito-renda local
O levantamento usa informações oficiais do IBGE, Secretaria da Fazenda da Bahia e Caged para medir o impacto das operações da BYD no estado. Em Camaçari, o salário médio no setor industrial alcança R$ 3.905,85, cerca de 24% acima da média estadual, que é de R$ 3.147,88. Essa diferença reflete diretamente no comércio e serviços locais, movimentando a economia dos municípios vizinhos.
Alexandre Baldy, Vice-presidente Sênior da BYD do Brasil, destaca que o impacto vai além dos empregos diretos. “Grande parte da renda gerada pela BYD circula no próprio município e região, beneficiando estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços. Esse efeito-renda é fundamental para explicar como uma indústria desse porte pode transformar uma região”, explica Baldy.
Retomada da indústria automotiva em Camaçari
Até 2020, o setor automotivo em Camaçari empregava quase 7 mil pessoas, mas em 2023 esse número caiu drasticamente para apenas 12 vínculos formais ativos, consequência da saída da Ford. A chegada da BYD mudou completamente esse cenário. Hoje, a empresa ocupa a segunda posição entre os maiores empregadores da indústria baiana, impulsionando a retomada econômica e a geração de emprego no município.
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Ricardo Menezes Kawabe, gerente do Observatório da Indústria da FIEB, ressalta que a BYD devolveu escala ao polo automotivo local, mas ainda há potencial para crescer, especialmente na cadeia de fornecedores locais, ampliando oportunidades para a indústria baiana.
Emprego, diversidade e crescimento contínuo
A BYD já mantém mais de 9,5 mil empregos diretos, com 90% dos trabalhadores sendo baianos e 33% das vagas nas linhas de produção ocupadas por mulheres. Além disso, cerca de 3 mil empregos indiretos estão ligados à construção das unidades industriais restantes para concluir a primeira fase do complexo. Ao todo, o consumo dessa força de trabalho sustenta em torno de 10.080 empregos adicionais na região, efeito conhecido como induzido.
Para Baldy, o impacto social é evidente: “Mais de 9,5 mil pessoas trabalham diretamente na BYD e milhares de outras têm suas vidas transformadas pela retomada econômica, seja na indústria, comércio ou serviços. O investimento na Bahia já gera resultados concretos, com etapas importantes ainda por vir.”
BYD lidera renovação da indústria automotiva com foco em tecnologia
Investindo inicialmente R$ 5,5 bilhões, a BYD instalou seu complexo industrial em uma área de 4,65 milhões de metros quadrados, onde antes funcionava a fábrica da Ford. Inaugurada em outubro de 2025, a unidade é o maior complexo da BYD fora da China e produz quatro modelos eletrificados: BYD Dolphin Mini, BYD King, BYD Song Pro e BYD Atto 2.
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Já foram fabricados mais de 150 mil veículos em Camaçari, número que reforça a importância da Bahia na estratégia global da empresa. O projeto prevê ainda novas etapas industriais, incluindo soldagem, pintura e estamparia, que devem ampliar a produção nacional e fortalecer a cadeia de fornecedores local. A capacidade atual é de 150 mil veículos por ano, com possibilidade de crescer para 600 mil unidades conforme o complexo avança.
Impactos além da indústria: emprego, renda e futuro sustentável
Os dados do Observatório da Indústria indicam que a retomada da atividade automotiva em Camaçari vai muito além da montagem de veículos. O aumento do emprego e da circulação de renda coloca o município novamente como um polo relevante no setor automotivo brasileiro, agora focado em eletrificação e novas tecnologias de mobilidade.
O estudo pretende aprofundar-se nos próximos 12 meses para analisar impactos sociais como redução da pobreza e possível queda nos índices de criminalidade. Esses efeitos reforçam que o impacto da BYD ultrapassa os limites da fábrica e alcança a vida de milhares de famílias e empresas na Bahia.

