Queda de pilastras provoca mortes e ferimentos em empresa de Salvador
Duas mulheres perderam a vida e outras três ficaram feridas na tarde de terça-feira (27), após o desabamento de pilastras e vigas em uma obra dentro de uma empresa localizada no bairro de Pirajá, em Salvador. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM-BA). O estabelecimento atua no setor de reciclagem e está situado próximo à BA-528, conhecida como Estrada do Derba. A Defesa Civil (Codesal) isolou o local para garantir a segurança e dar início às investigações.
Detalhes sobre as vítimas e a obra
As trabalhadoras que faleceram foram identificadas como Joseane Raimundo Pereira Silva, de 41 anos, e Claudia Aldeiva Santos de Santana. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), sem informações disponíveis sobre o sepultamento. Segundo apurou a TV Bahia, as vítimas estavam no local de trabalho no momento do acidente. A construção de um galpão, que deveria sustentar um telhado, estava em andamento há cerca de um mês e ainda não havia sido finalizada.
Socorro imediato e estado de saúde dos feridos
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os bombeiros militares foram acionados rapidamente para prestar atendimento às sobreviventes. Um helicóptero foi utilizado para agilizar o resgate. Duas mulheres foram levadas para o Hospital Geral do Estado (HGE) e outra para o Hospital do Subúrbio. Até o momento, não há detalhes sobre o estado de saúde delas.
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Fonte: cidaderecife.com.br
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Fonte: jornalvilavelha.com.br
Impacto pessoal e relato do esposo de uma vítima
Joseane, uma das vítimas fatais, completou 41 anos no dia do acidente e deixa cinco filhos. O marido, Anderson, expressou sua dor e indignação: “Íamos fazer uma surpresa para ela, mas não deu tempo. Faltando uma hora para o término do expediente, aconteceu essa tragédia”. Ele contou que a esposa já manifestava insatisfação com o trabalho e planejava se desligar da empresa após completar um ano. Anderson questiona a segurança da obra e responsabiliza a empresa pelo ocorrido, afirmando que não considera o acidente como algo inevitável, mas sim uma negligência ao colocar as funcionárias para trabalhar sob uma estrutura em construção.
Testemunho de sobrevivente e falta de resposta da empresa
Um colega de trabalho que escapou por pouco, o motorista Romilton Ramos de Souza, relatou que o desabamento aconteceu de forma repentina, não dando chance para que as vítimas se afastassem. “Eu estava com elas, tinha acabado de conversar. Em 20 segundos, saí de perto e o barulho do desmoronamento foi instantâneo”, contou. Até a última atualização da reportagem, a empresa responsável pela obra não havia se pronunciado sobre o acidente.

