Discussão sobre orçamento evidencia desigualdade na distribuição de recursos
A Câmara Municipal de Feira de Santana concentrou o debate nesta quarta-feira (04) na análise da proposta orçamentária para 2027, com foco na alocação de recursos para as secretarias de Agricultura e Meio Ambiente. O vereador Gean Caverna (Podemos) expôs críticas à previsão de gastos, destacando que os valores destinados a essas pastas não atendem às demandas do município, especialmente da zona rural.
Em entrevista ao jornal Folha do Estado, Gean Caverna afirmou que a divisão orçamentária é desproporcional. Segundo ele, a Secretaria Municipal de Agricultura teria um orçamento anual estimado em R$ 8 milhões, enquanto a Secretaria de Meio Ambiente contaria com R$ 3 milhões para todo o exercício. Para o parlamentar, esses montantes não refletem a complexidade e as necessidades das áreas que atendem diretamente a população rural.
Representação da zona rural e demandas específicas
O vereador ressaltou sua origem e vínculo com o campo para justificar a atenção à questão. “Eu sou homem do campo, nascido na zona rural, moro na zona rural. A gente vê a secretaria de Agricultura com orçamento de R$ 8 milhões para trabalhar o ano todo. Totalmente fora da realidade”, declarou. Ele explicou que a Secretaria de Agricultura serve tanto a área urbana quanto a rural, mas as exigências do campo são distintas e requerem um aporte financeiro adequado.
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Fonte: rjnoar.com.br
Gean Caverna também criticou o orçamento da Secretaria de Meio Ambiente, considerado insuficiente diante da importância da preservação ambiental para o município. Ele destacou que a área ambiental é fundamental, sobretudo para as comunidades rurais, que dependem diretamente do equilíbrio ecológico para suas atividades.
Discrepância nos valores e questionamentos na Câmara
O vereador comparou os recursos previstos para as secretarias criticadas com os destinados ao Gabinete do Prefeito e à Secretaria de Comunicação, ambas com orçamento estimado em R$ 17 milhões. Essa diferença, segundo ele, evidencia uma distribuição desigual que compromete o trabalho dos secretários responsáveis pelas áreas rurais e ambientais.
“É inadmissível. A gente vê o Gabinete do Prefeito com R$ 17 milhões, a Secretaria de Comunicação com R$ 17 milhões, enquanto a Secretaria de Agricultura tem R$ 8 milhões e a de Meio Ambiente, R$ 3 milhões. O secretário não tem nem como trabalhar”, afirmou o parlamentar.
Ao concluir, Gean Caverna anunciou que seguirá debatendo a proposta orçamentária com seus colegas parlamentares, manifestando sua insatisfação com os valores destinados às pastas que atuam diretamente para atender a população rural. “Como representante do povo e do homem do campo, da zona rural, deixo aqui a minha indignação”, finalizou.

