Airbnb movimenta bilhões e fortalece economia local
Em 2025, o Airbnb injetou mais de R$ 2,1 bilhões na economia de Salvador, registrando um avanço próximo a 13% em comparação ao ano anterior, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV). Além do montante movimentado, a pesquisa detalha o reflexo desses gastos no tecido econômico da cidade.
PIB, renda e empregos: o impacto real do Airbnb
O estudo aponta que a contribuição direta do Airbnb para o Produto Interno Bruto (PIB) de Salvador ultrapassou R$ 1,17 bilhão em 2025. A atividade gerou cerca de R$ 589 milhões em renda e apoiou quase 13 mil empregos, considerando tanto as vagas diretas quanto as indiretas. Esses empregos abrangem desde profissionais que recebem os visitantes até fornecedores, incluindo trabalhadores de limpeza, manutenção, motoristas, comerciantes e o setor alimentício.
A movimentação econômica associada às estadias refletiu ainda na arrecadação tributária, com mais de R$ 176 milhões em impostos recolhidos. A FGV destaca que, para cada R$ 100 gastos em acomodação pelo Airbnb, visitantes desembolsam cerca de R$ 450 em serviços e comércio local, como restaurantes, transporte e lojas.
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Anfitriões locais impulsionam o consumo em Salvador
Mais de 90% dos anfitriões entrevistados indicaram aos hóspedes restaurantes ou cafés da região, e quase 45% sugeriram lojas e comércios de rua, reforçando a influência direta da comunidade anfitriã na circulação de recursos pela cidade. “Quem recebe o visitante também direciona para onde ele vai”, observa Fiamma Zarife, Diretora Geral do Airbnb para a América do Sul.
O estudo revela que 75% dos anfitriões em Salvador não têm o Airbnb como ocupação principal. Mais de 80% anunciam espaços próprios ou da família, e quase 60% são mulheres. A renda gerada impacta significativamente o orçamento doméstico: mais de 60% investiram em melhorias no imóvel, quase 65% usaram o dinheiro para alimentação e despesas básicas, enquanto mais da metade conseguiu manter a residência.
Renda do Airbnb abre possibilidades para famílias
Além das necessidades básicas, quase 25% dos anfitriões destinaram ganhos para viagens de férias e quase 20% para proporcionar à família algo antes inacessível. Eventos tradicionais de Salvador, como Carnaval, Lavagem do Bonfim e Festa de Iemanjá, motivaram a hospedagem de quase 40% dos anfitriões, respondendo à alta demanda turística nessas datas.
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Fonte: cidaderecife.com.br
Metodologia da FGV revela impactos amplos na economia
O relatório “Airbnb: Impactos e Benefícios Econômicos no Brasil” da FGV utiliza metodologia de insumo-produto para mapear como os gastos no setor de hospedagem geram efeitos em outros segmentos econômicos. A análise considera tanto os impactos diretos das despesas de hóspedes e anfitriões quanto os indiretos, que abrangem a cadeia produtiva local, com dados ajustados para refletir as particularidades de Salvador.
Para calcular a renda gerada, a FGV combinou dados do Airbnb com informações da PNAD Contínua/IBGE, mantendo os valores nominais em reais sem correção pela inflação, garantindo uma visão clara do impacto financeiro no município.

