Brasil sai da Copa do Mundo 2026 com sentimento de recomeço
A queda da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 trouxe um misto de tristeza e esperança para o futuro. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no domingo (5), o técnico Carlo Ancelotti concedeu entrevista coletiva e, apesar do resultado desfavorável, ressaltou a importância de encarar essa eliminação como o ponto de partida para um novo ciclo na equipe.
Para Ancelotti, o momento é de reconhecer o desempenho do time ao longo do Mundial e usar essa experiência para evoluir. “É óbvio que estamos profundamente tristes. Acho que a equipe, até agora, fez uma boa Copa do Mundo. No jogo de hoje, merecíamos ganhar. Quando se passa por um momento assim, é preciso pensar que uma derrota é o começo de uma nova temporada. Temos que seguir melhorando, trabalhando e encontrando novas ideias. Não é o fim, é o princípio de um novo ciclo”, destacou o treinador italiano.
Análise da partida e decisões táticas
Durante a coletiva, Ancelotti também foi questionado sobre o que não funcionou no plano para enfrentar a Noruega. Ele avaliou que o Brasil teve momentos de controle e criou boas chances durante os dois tempos. “Acho que, em parte, fizemos um bom jogo. Tivemos muitas oportunidades no primeiro tempo e também no segundo. Depois, mudei para deixar o time mais inteiro fisicamente e dar oportunidade para tentar ganhar o jogo”, explicou.
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Um dos momentos marcantes do confronto foi o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães no primeiro tempo, que poderia ter mudado a história da partida. Sobre a escolha do cobrador, Ancelotti explicou que a comissão técnica baseou-se em uma análise estatística feita ao longo do último ano. “Fizemos uma estatística de um ano dos nossos jogadores e dos rivais. O melhor no Brasil era Raphinha, que obviamente não estava em campo. O melhor é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha e, depois de Raphinha, Bruno Guimarães e Martinelli. Escolhemos Bruno porque pensávamos que era o melhor em campo naquele momento”, revelou.
Expectativas e próximos passos da Seleção Brasileira
Ao ser questionado sobre a possibilidade de superestimativa em relação ao desempenho do Brasil no Mundial, Ancelotti manteve a confiança no potencial da equipe. “Acho que o Brasil, com esse plantel, poderia competir até o final da Copa do Mundo. No jogo de hoje, me pareceu uma partida que a equipe tinha controlado e em que teve oportunidades. Era muito mais difícil fazer pressão alta, porque a Noruega colocou muitos jogadores atrás e baixava muito o Ødegaard. Fazer pressão alta era um risco pela velocidade do Haaland no um contra um”, avaliou o treinador.
Sobre a reação da torcida após a eliminação, Ancelotti afirmou não saber como será a resposta do público, mas reafirmou seu compromisso com a Seleção. “Não sei. Só posso dizer que seguirei trabalhando por esta Seleção, tentando melhorar e buscar novas ideias. É o mesmo que disse a vocês durante este ano. O futebol é assim, o esporte é assim. Às vezes, é preciso saber lidar com a tristeza de uma derrota. Estou bastante acostumado a isso. Vamos lidar com esse momento com um novo impulso no trabalho e na avaliação dos jogadores”, declarou.
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Legado e desafios após a eliminação precoce
Ancelotti também falou sobre o legado deixado pelo Brasil nesta Copa. Mesmo diante da decepção pela eliminação precoce, o treinador destacou o ambiente positivo criado pelo grupo. “Acho que é uma experiência decepcionante pelo resultado, óbvio. Estamos muito tristes. Mas foi uma experiência bonita. Tivemos um bom grupo. Agradeço aos jogadores, que se entregaram muito bem e criaram um bom ambiente. Mas nem sempre, no esporte, tudo sai perfeito. Pelo esforço de hoje, não merecíamos perder”, concluiu.
Com a saída nas oitavas de final, o Brasil encerra sua participação no Mundial de 2026 sem avançar às quartas, igualando o maior jejum da história da Seleção, que não conquista o título há 24 anos, período que remonta ao intervalo entre o tricampeonato de 1970 e o tetracampeonato de 1994. Além disso, a campanha iguala o pior desempenho brasileiro na fase de mata-mata dos Mundiais desde 1990.
Próximos compromissos e o início do novo ciclo
O próximo desafio da Seleção está marcado para a primeira Data Fifa após o Mundial. O Brasil enfrentará a Austrália em dois amistosos no país oceânico: em 25 de setembro, em Townsville, e no dia 29, em Brisbane. Essas partidas serão fundamentais para o início prático do “novo ciclo” mencionado por Ancelotti, que pretende seguir ajustando o time em busca de melhores resultados futuros.

