Leilão do Antigo Centro de Convenções movimenta R$ 138,4 milhões
O Antigo Centro de Convenções da Bahia (CCB), localizado em Salvador, foi vendido por R$ 138,4 milhões durante um leilão realizado na manhã desta segunda-feira (20). A empresa Pilar Incorporação e Construção Imobiliária foi a única participante e venceu o certame, segundo informações da Secretaria da Administração (Saeb).
Detalhes da venda e condições de pagamento
O leilão ocorreu de forma híbrida, com lances sendo feitos presencialmente no Espaço Crescer, dentro do Centro Administrativo da Bahia (CAB), e eletronicamente pelo site da leiloeira oficial. O valor total poderá ser pago em até dez parcelas mensais, com entrada de 5% à vista. Após a arrematação, o comprador terá um prazo máximo de 16 meses para desmontar o antigo CCB e realizar a limpeza da área.
Dimensão e regulamentação da propriedade
O imóvel possui uma área total de 116,7 mil metros quadrados, excluindo a Área de Preservação Permanente (APP). A venda foi autorizada pela Lei Estadual nº 14.386/2021, aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). A avaliação do valor do imóvel foi feita pela Caixa Econômica Federal, enquanto a leiloeira oficial Lorenna Vita Varjão de Jesus conduziu o processo, após ser escolhida por sorteio.
Condições e prazos estabelecidos para a arrematação
A sessão de leilão teve início às 10h. O licitante vencedor deve pagar um sinal de 5% do valor em até 24 horas, via depósito ou transferência bancária, além de uma comissão de 1,5% para a leiloeira, calculada sobre o valor total da arrematação. O desmonte do imóvel deverá ser concluído em até oito meses, seguido por mais oito meses para a limpeza do terreno, sob risco de sanções previstas no edital.
Histórico e situação atual do imóvel
O Centro de Convenções foi interditado pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Sucom) em 20 de maio de 2015, devido à falta de manutenção predial e problemas com equipamentos de incêndio e pânico. Localizado no bairro Jardim Armação, o espaço foi fechado para obras, mas em setembro de 2016 parte da fachada desabou. Desde então, o prédio permanece abandonado, aguardando o desmonte e a limpeza previstos na venda.

