Investimentos brasileiros marcam crescimento em Portugal
Portugal tem se destacado como destino estratégico para empresas brasileiras que buscam expandir suas operações internacionais. No primeiro trimestre de 2026, o investimento direto do Brasil no país atingiu €4,5 bilhões, o maior valor registrado desde 2021. Esse movimento reflete a crescente confiança no mercado português e as oportunidades que ele oferece para companhias brasileiras em diferentes estágios de internacionalização.
Casos de sucesso e potencial de crescimento
A Kikker, empresa especializada em tecnologia para cadeias de suprimentos, escolheu Portugal para iniciar sua expansão pela Europa. Já a Darede, que atua no setor de computação em nuvem, está presente no país desde 2024 e atende cerca de 50 clientes, com 75% deles representando pequenas e médias empresas. Após consolidar sua carteira local, a Darede definiu Lisboa como base para sua expansão europeia e planeja contratar mais dez profissionais até o final de 2026.
Esses exemplos ilustram como Portugal pode ser tanto a porta de entrada para empresas brasileiras em sua primeira aventura internacional quanto o ponto de partida para planos de crescimento mais ambiciosos no continente europeu.
Vantagens competitivas e cenário econômico português
Portugal oferece vantagens claras para as empresas brasileiras. A língua comum, a proximidade cultural e a facilidade de comunicação facilitam os primeiros passos no mercado europeu. Além disso, existe um mercado local sólido a ser explorado, que pode servir como base para estratégias mais amplas, incluindo a expansão para outros países.
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O Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal mobilizou cerca de €22 bilhões, direcionados a setores como inovação, ciência, digitalização, competitividade, energia e saúde. Entre as iniciativas, destacam-se €800 milhões para incentivar a adoção de inteligência artificial nas empresas e €400 milhões para reindustrialização, defesa, segurança e tecnologias avançadas. Esses investimentos indicam quais áreas terão maior demanda por novas soluções e tecnologias — uma oportunidade concreta para empresas brasileiras que buscam se posicionar de forma competitiva no país.
Estados Unidos mantêm papel central na internacionalização
Apesar do crescimento em Portugal, os Estados Unidos continuam sendo o principal mercado de alcance para as empresas brasileiras. Eles representam o maior destino das operações internacionais e o maior mercado para exportações brasileiras de produtos manufaturados. Com seu amplo poder de consumo e diversidade de nichos, os EUA oferecem uma dimensão difícil de ser igualada por outros mercados.
Para muitos negócios, Portugal funciona como uma entrada internacional mais fluida, enquanto os Estados Unidos proporcionam uma escala robusta. As duas opções podem integrar a mesma estratégia de expansão, seja simultaneamente ou em fases distintas.
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Fonte: diretodecaxias.com.br
Planejamento e orientação especializada são indispensáveis
Independentemente do mercado escolhido — Portugal, Estados Unidos ou outro — as empresas precisam conhecer profundamente o público-alvo, a concorrência, a formação de preços, os canais de venda e as adaptações necessárias para que seus produtos tenham sucesso. Contar com orientação especializada é fundamental para estruturar a entrada e garantir uma internacionalização segura e consistente.
Renato Alves de Oliveira, diretor de Expansão e Negócios da Bicalho Consultoria e idealizador da Be International, destaca que Portugal, além de sua proximidade cultural, oferece um mercado próprio e oportunidades concretas para negócios brasileiros, especialmente diante dos investimentos estratégicos em setores de ponta. Já a Bicalho Consultoria Legal, com escritórios no Brasil, Portugal e Estados Unidos, apoia empresas e profissionais na internacionalização, oferecendo assessoria jurídica e consultoria nas áreas empresarial, tributária e trabalhista, além de planejamento patrimonial.
Quem é Renato Alves de Oliveira
Renato é diretor de negócios e expansão da Bicalho Consultoria Legal, com experiência em articular estratégias de internacionalização entre Brasil, Estados Unidos e Portugal. Também é CEO e idealizador da Be International, iniciativa voltada à integração empresarial global. Bacharel em Administração de Empresas no Brasil, é mestrando pela Flórida Christian University e membro da International Christian Chamber of Commerce (ICCC) e do C12 Brasil.

