Inovações e articulação institucional fortalecem a cultura da mandioca na Bahia
No dia 22 de abril de 2026, celebrado como o Dia da Mandioca, a Bahia se destacou com avanços significativos na cultura da mandioca. A data não apenas comemorou a importância desse cultivo, mas também assinalou um período de progresso estruturais impulsionados por pesquisa científica e o uso de novas tecnologias. A Secretaria da Agricultura da Bahia (SEAGRI) tem sido fundamental nesse processo, promovendo políticas públicas que visam aumentar a produtividade, garantir a segurança alimentar e estimular a geração de renda.
A mandioca é uma cultura de grande relevância, encontrada em todos os estados brasileiros, com aplicações variando desde a alimentação até o setor farmacêutico. A articulação entre produtores, pesquisadores e o governo é essencial para o fortalecimento dessa cadeia produtiva, que se intensifica com a implementação de iniciativas coordenadas e com o apoio da SEAGRI.
Estrutura institucional fortalece a cadeia produtiva
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Fonte: olhardanoticia.com.br
A atuação da SEAGRI é central na organização do setor agrícola, especialmente através das 22 Câmaras Setoriais da Agropecuária da Bahia. Esses fóruns permanentes reúnem representantes do poder público, agricultores e instituições de pesquisa, com o objetivo de alinhar estratégias, identificar desafios e desenvolver soluções que fortaleçam as cadeias produtivas.
Vivaldo Góis, secretário estadual da Agricultura, destaca que a mandioca tem uma posição estratégica na economia rural do estado. Ele aponta que o cultivo está intimamente ligado à geração de renda e à segurança alimentar, especialmente para pequenos e médios produtores. Nesse contexto, as políticas públicas priorizam a capacitação técnica e a pesquisa aplicada, elementos essenciais para o avanço sustentável do setor. A Câmara Setorial da Mandioca atua como um elo entre os diferentes agentes da cadeia produtiva, convertendo discussões técnicas em diretrizes práticas para o campo.
Pesquisa científica impulsiona novas variedades
A pesquisa científica desempenha um papel crucial no avanço da mandioca na Bahia, liderada pela Embrapa, que possui uma unidade especializada em mandioca e fruticultura em Cruz das Almas. Essa unidade mantém um dos principais bancos de germoplasma do país, reunindo uma vasta diversidade genética que serve de base para o desenvolvimento de novas variedades de mandioca.
Francisco Laranjeira, chefe-geral da unidade, menciona que o trabalho é realizado em cooperação com diversas instituições, ampliando o alcance e a aplicabilidade dos resultados obtidos. O foco das pesquisas está na criação de cultivares que apresentem maior produtividade, resistência a pragas e doenças, além de uma melhor adaptação ao manejo agrícola. Ao longo dos anos, mais de 40 variedades de mandioca foram desenvolvidas e colocadas à disposição dos agricultores em várias regiões do Brasil. Na Bahia, o cultivo é mais intenso nas regiões do Baixo Sul, Extremo Sul, Sudoeste e Litoral Norte, que possuem condições climáticas e de solo favoráveis para a cultura.
Tecnologias ampliam eficiência e reduzem riscos
Além do melhoramento genético, a adoção de tecnologias agrícolas tem sido vital para incrementar a eficiência produtiva da mandioca. Entre as práticas destacadas estão o plantio direto, que evita o revolvimento excessivo do solo, preserva a umidade e reduz os custos operacionais, e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), uma ferramenta que orienta os agricultores sobre os melhores períodos e locais para o plantio.
A implementação dessas novas tecnologias não só melhora o desempenho do cultivo como também facilita o acesso a linhas de financiamento rural, já que o cumprimento das recomendações técnicas é frequentemente exigido por instituições financeiras. Assim, a combinação de pesquisa, inovação e articulação institucional está transformando a mandioca em uma cultura ainda mais promissora na Bahia.

