Desafios para Governadores nas Eleições de 2026
Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Genial/Quaest, divulgada recentemente, destaca os obstáculos que governadores enfrentam nas eleições de 2026. Tanto aqueles que buscam a reeleição quanto os que aspiram a sucedê-los enfrentam dificuldades significativas. De acordo com os dados coletados em dez estados, a continuidade das gestões parece complexa para pelo menos oito deles: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pará e Ceará. As exceções notáveis são São Paulo, onde o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se destaca com ampla vantagem, e Goiás, onde o atual vice do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) é o favorito em todos os cenários.
Especialistas consultados pelo GLOBO observam que figuras menos conhecidas, ligadas aos governadores, podem ganhar espaço à medida que a campanha avança. No entanto, ressaltam que a transferência de apoio eleitoral não ocorre de maneira automática, um fenômeno que tem se tornado mais evidente nas eleições recentes.
Minas Gerais: A Luta pelo Sucessor
No estado de Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) deixou o Palácio da Liberdade com a intenção de concorrer à Presidência da República. A dificuldade em alavancar a candidatura de seu sucessor, Mateus Simões (PSD), é palpável. Após um longo período como vice-governador, Simões busca se destacar, mas aparece na quarta posição nas intenções de voto, com apenas 4%.
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Curiosamente, o senador Cleitinho (Republicanos), que ainda não anunciou oficialmente sua candidatura, lidera as pesquisas em todos os cenários de primeiro e segundo turno. Ele é seguido de perto por Alexandre Kalil (PDT), o senador Rodrigo Pacheco (PSB), e Ben Mendes (Missão), este último empatado numericamente com Simões.
O Paraná e a Dificuldade de Impulsionar o Sucessor
Em um quadro semelhante, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), que havia sido cogitado como um nome para disputar a presidência, optou por concluir seu mandato e apoiar seu sucessor. Seu ex-secretário de Infraestrutura, Sandro Alex, aparece em quarto lugar nas intenções de voto, com números que variam entre 5% e 6%. Na liderança dos cenários de primeiro turno está o senador Sergio Moro (PL), seguido pelo deputado estadual Requião Filho (PDT) e pelo ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB).
Eleitores em Transição
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Outro governador na lista do PSD como potencial candidato à Presidência, Eduardo Leite (PSD), está comprometido com o apoio ao vice Gabriel Souza (MDB), que atualmente possui apenas 6% das intenções de voto no Rio Grande do Sul. Ele se encontra em desvantagem em relação à ex-deputada Juliana Brizola (PDT), que marca 24%, e ao deputado federal Luciano Zucco (PL).
De acordo com o cientista político Murilo Medeiros, da UnB, candidatos ligados ao governo geralmente conseguem aumentar sua visibilidade durante as campanhas, utilizando a estrutura do governo, alianças e exposição pública. No entanto, o especialista enfatiza que transformar o apoio do governo em votos não é uma garantia.
Desafios de Reeleição no Nordeste
No Nordeste, a reeleição se mostra desafiadora. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), está em desvantagem em relação ao ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), que lidera com 42% das intenções de voto, enquanto Lyra alcança 34%. No segundo turno, Campos também se destaca, com 46% contra 38%. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece em uma situação similar, com 41% contra 37% de ACM Neto (União), considerando a margem de erro.
No Ceará, a oposição também tem vantagem contra o governador Elmano de Freitas (PT). Ele registra 32% na simulação de primeiro turno, enquanto Ciro Gomes (PSDB) está à frente com 41%, mantendo essa vantagem em um possível segundo turno.
A Situação em São Paulo e Goiás
Por outro lado, no estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas se destaca, com 38% a 40% das intenções de voto, superando o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que registra entre 26% e 28%. A diferença se amplia em uma simulação de segundo turno, com Freitas atingindo 49% contra 32% de Haddad. Em Goiás, o governador Daniel Vilela (MDB) também se posiciona como líder, com 33% a 34% das intenções de voto, à frente de Marconi Perillo (PSDB), que marca 21%. No segundo turno, essa vantagem aumenta para 46% contra 27%.
Esses números refletem um cenário incerto e desafiador para muitos governadores que buscam permanecer no poder ou apoiar seus sucessores nas eleições de 2026. À medida que as campanhas se desenrolam, a batalha por votos tende a se intensificar, e o futuro das gestões em vários estados permanece em aberto.

