educação financeira nas Escolas: Proposta Aprovada pela CAE
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou na terça-feira, dia 5, a Proposta de Lei 2.356/2024, que institui a Política Nacional de Educação Empreendedora e Financeira (PNEEF). Essa medida visa incorporar o ensino de empreendedorismo e educação financeira em todos os níveis da educação básica, configurando-se como um conteúdo transversal nas diretrizes curriculares.
De acordo com o projeto, a implementação da PNEEF será realizada por meio de ações colaborativas nos sistemas de ensino e nas instituições educacionais. Entre as iniciativas propostas estão a criação de cursos de capacitação para professores e gestores escolares, além da realização de feiras e eventos focados em empreendedorismo e finanças. Também está prevista a busca por parcerias com universidades, empresas e organizações sociais que apoiem essa temática.
A proposta, apresentada pelo senador Jayme Campos (União-MT), recebeu o parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), que leu o relatório na reunião com apoio adicional da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Após essa etapa, a matéria seguirá para análise da Comissão de Educação (CE).
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Apoio Técnico e Financeiro para a Implementação
O projeto atribui à União a responsabilidade de coordenar e monitorar a execução da PNEEF nas escolas, garantindo que estados, o Distrito Federal e municípios recebam apoio técnico e financeiro para a implementação da política em suas redes de ensino. A senadora Dorinha acatou uma emenda da senadora Augusta Brito (PT-CE), que estabelece que o apoio financeiro será condicionado à disponibilidade de recursos no Orçamento da União.
Integração ao Mundo do Trabalho
A proposta ainda altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), incluindo o empreendedorismo e a educação financeira como conteúdos transversais no currículo de todos os níveis de educação básica. O projeto enfatiza que a “orientação para o trabalho” deve abranger tanto o empreendedorismo quanto a inovação. No âmbito da educação superior, a LDB passará a enfatizar a necessidade de conexão entre conhecimentos técnicos e o mercado de trabalho, com foco em inovação e empreendedorismo.
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A relatora do projeto, senadora Dorinha, argumenta que essa iniciativa é um avanço necessário em resposta às transformações da economia e do mundo do trabalho. Ela ressalta que a inclusão dessas competências é crucial para preparar os estudantes para enfrentar os desafios contemporâneos, promovendo habilidades como autonomia, pensamento crítico e criatividade. A educação financeira, em particular, é uma demanda frequente da sociedade, e sua ausência na formação dos jovens é vista como uma fragilidade que precisa ser abordada.
A Importância da Iniciativa
Embora o mérito educacional da proposta não seja questionável, a análise da CAE focou em aspectos econômicos e financeiros, sendo considerados adequados à execução da política. Por serem diretrizes programáticas, sem a imposição de obrigações financeiras imediatas ao Estado, o texto não apresentou problemas.
O autor do projeto, senador Jayme Campos, destaca a relevância do tema para o desenvolvimento escolar, especialmente em um país onde mais de 80% das famílias enfrentam dificuldades financeiras.
“Nossa formação educacional, que tem se concentrado em conteúdos disciplinares, já não atende às exigências do século 21. Precisamos modernizar nossos currículos, incorporando de maneira estruturada temas essenciais como educação financeira, empreendedorismo e orientação para o trabalho”, afirmou Campos.
O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) reforçou a importância da proposta como um passo em direção ao desenvolvimento. “Devemos estimular a nossa juventude a empreender”, declarou.
Além disso, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) enfatizou que a educação financeira deve ser uma prioridade nas salas de aula. “O principal desafio do endividamento familiar é que as pessoas não conseguem gerir seus ganhos, o que recebem e o que devem pagar”, afirmou.

