Futebol como ferramenta de transformação social na Bahia
No distrito de Tapirama, que fica na zona rural de Gongogi, no Sul da Bahia, o futebol vai muito além de um simples jogo. Em um campo modesto, cercado por sonhos ambiciosos, meninos que começaram jogando entre amigos hoje já vestem as camisas de tradicionais centros de formação do futebol brasileiro. A recente ascensão de três jovens atletas para categorias de base de clubes do Nordeste e de São Paulo evidencia o impacto real de um trabalho que ultrapassa as quatro linhas: o esporte como instrumento de transformação social.
Projeto social que forma atletas e cidadãos
Essa história nasce na Associação e Escolinha Esportiva Tapirama, um projeto social que conta com o apoio da Appian/Atlantic Nickel desde 2021. Com a missão de desenvolver crianças e adolescentes através do futebol, a iniciativa também busca formar cidadãos, trabalhando competências socioemocionais por meio da integração entre educação e esporte. Desde sua criação, o projeto já beneficiou 49 jovens da região que engloba os municípios de Itagibá, Ipiaú e Gongogi.
“Tenho um sentimento de dever cumprido, pois o futebol tem sido um agente de transformação para a nossa comunidade, algo que eu não sonhava. O esporte é de grande importância aqui e é uma satisfação enorme fazer parte disso tudo! Penso que estamos no caminho certo, estamos fazendo a diferença na vida desses garotos e o apoio da Atlantic Nickel tem sido essencial para viabilidade do projeto”, destaca Gil Santos, professor e coordenador da Associação e Escolinha Esportiva Tapirama.
Fábrica de talentos que vai além do esporte
Atualmente, o projeto celebra uma safra especial de jovens talentos, cada um com sua trajetória única, mas todos com o mesmo ponto de partida: o campo de Tapirama. Dos 37 alunos que participam atualmente, 22 já passaram por avaliações em clubes brasileiros, o que representa cerca de 60% dos participantes.
“Mas deixo claro que formar atletas nunca foi o meu único objetivo. Aqui em Tapirama, cada contrato assinado representa uma conquista coletiva. Mais do que revelar promessas para o futebol brasileiro, o projeto mostra que, quando aliado à educação e ao compromisso social, o esporte tem potência real para mudar destinos. É ali, longe dos holofotes, que começam algumas das histórias mais genuínas do futebol brasileiro”, reforça Gil Santos.
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Trajetórias promissoras no futebol nacional
Entre os casos de destaque está Neymar Castro, goleiro de 15 anos que, com seus dois metros de altura e postura segura, conquistou uma vaga na categoria sub-15 do Ceará Sporting Club. Com contrato até 2028, ele já se prepara para disputar a próxima Copa do Brasil Sub-15, representando a disciplina e a constância da formação que recebeu.
No Esporte Clube Bahia, o jovem Levy Brito, de apenas 12 anos, brilha na categoria sub-13. Conhecido por sua velocidade, leitura de jogo apurada e personalidade competitiva, Levy assinou contrato de formação com o clube até 2027, chamando a atenção de um dos principais clubes formadores do país para talentos originários de regiões menos exploradas.
Outro exemplo é Samuel Rocha, de 13 anos, que atualmente integra a categoria sub-14 da I9 Academy, em Ribeirão Preto (SP), com contrato até 2028. Após passagem pelo Bahia, Samuel destaca-se pela versatilidade e dedicação, seguindo em um ambiente focado no desenvolvimento técnico para a carreira profissional.
Educação e desempenho escolar como pilares
A permanência no programa está diretamente ligada ao rendimento escolar, reforçando o compromisso com a formação integral dos jovens. O projeto atende 37 crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos, oferecendo cerca de 40 horas semanais de atividades esportivas no contraturno escolar, incluindo aproximadamente nove horas de treinos de futebol.
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As categorias são organizadas conforme a faixa etária: na Sub-9 a Sub-12, os treinos ocorrem três vezes por semana; na Sub-6, duas vezes. Sob orientação de profissionais capacitados, os jovens aprendem não apenas os fundamentos técnicos, mas também valores essenciais como disciplina, respeito, trabalho em equipe e resiliência. Essa abordagem tem refletido positivamente no desempenho acadêmico dos participantes.
“O futebol funciona como incentivo para que crianças e adolescentes permaneçam na escola, desenvolvam responsabilidade e construam perspectivas de futuro. Há, inclusive, casos de jovens que deixaram de avançar para avaliações em clubes devido ao rendimento escolar, uma demonstração prática de que a educação vem antes da bola”, ressalta Gil Santos.
Investimento social que transforma comunidades
O apoio da Appian Capital Brazil, fundo de investimentos privados especializado em mineração e proprietário da Atlantic Nickel, já soma cerca de R$ 70 mil investidos até 2025. A iniciativa integra a estratégia da empresa de fortalecer o desenvolvimento social nas comunidades ao redor de suas operações nos municípios de Itagibá, Ipiaú e Gongogi.
“O cuidado com as comunidades que recebem nossas operações é uma das nossas principais missões, principalmente no que tange ao fomento da educação. As iniciativas realizadas na localidade poderão transformar positivamente a vida destes jovens, independentemente de seguirem ou não carreira no esporte”, destaca Gilcimar Oliveira, diretor de ESG e Pessoas da Appian Capital Brazil.

