Invasão e resgate do macaco-prego em condomínio de Salvador
Um macaco-prego chamado Alcebíades, que invadiu casas em um condomínio de alto padrão em Salvador, pertence ao ex-deputado estadual Marcell Moraes, conforme apuração do g1. A assessoria do político optou por não se pronunciar sobre o caso. Alcebíades era presença constante nas redes sociais de Marcell, que tentou se eleger deputado federal pela Bahia neste ano, mas não obteve sucesso. O macaco também mantinha um perfil em rede social com mais de 10 mil seguidores, que foi desativado recentemente.
Contexto político do ex-deputado Marcell Moraes
Marcell Moraes não ocupa cargos políticos desde 2020, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar seu mandato e aplicar uma inelegibilidade de oito anos a partir das Eleições de 2018, quando foi reeleito para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). A decisão do TSE apontou abuso do poder econômico e propaganda eleitoral antecipada, motivada pela oferta de atendimento veterinário gratuito em diversos municípios baianos, incluindo vacinação e castração.
Consequências da invasão e cuidados com o animal
Na invasão, o macaco-prego causou a quebra de um box de vidro, entrou em um quarto onde havia um bebê de cinco dias e feriu algumas pessoas. Moradores relataram que as entradas do animal no condomínio são frequentes. A Companhia de Policiamento e Proteção Ambiental (COPPA) foi acionada e conseguiu resgatar o macaco após 3h30 de operação. O animal foi contido com cuidados para preservar sua integridade e garantir a segurança dos presentes.
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Fonte: daquibahia.com.br
Após o resgate, Alcebíades foi levado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) para avaliação. Especialistas no local relataram que ele estava debilitado. O g1 tentou contato com o CETAS para saber o estado atual do macaco, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.
Repercussão nas redes sociais
No domingo (4), um dia antes da fuga do macaco, Marcell publicou uma foto do braço sangrando, atribuindo o ferimento ao animal. Ele relatou que foi mordido enquanto tentava levar Alcebíades para votar, o que o deixou com dificuldade para mexer dois dedos. O ex-deputado comentou ainda que estava assimilando o ocorrido e o resultado da votação.

