Ocupação Hoteleira Resiste em Maio Apesar do Clima e Desafios
Em maio de 2024, a hotelaria de Salvador registrou uma ocupação média de 62,24%, mantendo-se praticamente estável em relação a abril, que teve 61,10%, e superando o desempenho do mesmo mês do ano anterior, que foi de 59,91%. Apesar da temporada ser tradicionalmente considerada baixa estação, fatores como o feriado do Dia do Trabalho, eventos e congressos realizados na cidade ajudaram a equilibrar o fluxo de turistas, evitando uma queda mais acentuada.
O feriado próximo ao fim de semana foi decisivo para garantir os melhores índices de ocupação no mês. No entanto, o período também foi marcado por chuvas, que dificultaram a atração de turistas na mesma proporção de meses mais secos e quentes, comuns na capital baiana.
Diária Média e Receita por Apartamento
A diária média dos hotéis em Salvador em maio foi de R$ 526,47, valor superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, que foi R$ 471,76. Contudo, esse número ficou abaixo do observado em abril de 2024, quando a diária média atingiu R$ 569,70. Essa variação reflete o impacto sazonal e as condições climáticas que influenciam diretamente o Turismo na cidade.
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Outro indicador importante para o setor, o Revpar (receita por apartamento disponível), registrou em maio o pior desempenho do ano, alcançando R$ 327,67. O dado revela as dificuldades enfrentadas pelos hotéis para manter a rentabilidade em períodos de menor fluxo turístico.
Eventos e Desafios do Setor Hoteleiro em Salvador
Os eventos e congressos, principalmente os realizados no Centro de Convenções Salvador, foram responsáveis por garantir que a ocupação durante os dias úteis (65,70%) superasse a dos finais de semana (54,99%). Esses encontros são essenciais para movimentar a hotelaria local, especialmente em meses menos movimentados.
Wilson Spagnol, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Seção Bahia (ABIH-BA), destaca que a hotelaria enfrenta, em 2024, um cenário complexo. Além da baixa estação, o setor sofre com a Copa do Mundo no Hemisfério Norte, que reduz o fluxo turístico internacional, e com mudanças na legislação que nem sempre levam em conta as especificidades da atividade hoteleira.
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“O setor hoteleiro é intensivo em mão de obra e opera 24 horas por dia, sete dias por semana, demandando regras compatíveis com sua realidade. As alterações legislativas propostas neste ano eleitoral ampliam a competição desleal causada por aluguéis por aplicativo, que não empregam mão de obra e não passam pela mesma tributação e regulamentação dos meios de hospedagem”, ressalta Spagnol.
Esses desafios, combinados com a sazonalidade e as condições climáticas, colocam pressão sobre a hotelaria de Salvador para buscar estratégias que mantenham a competitividade e a atratividade da cidade para turistas e eventos, sobretudo fora da alta temporada.

