VLT como motor de transformação econômica e social
O senador Jaques Wagner destacou, durante visita técnica no sábado, 18/07/2026, em Praia Grande, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, que o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) vai além de um simples meio de transporte. Para ele, o projeto traz um impulso direto à economia local, ao unir mobilidade urbana com iniciativas de lazer, comércio e geração de renda. Na visita, também estiveram presentes o governador Jerônimo Rodrigues, o vice-governador Geraldo Júnior e o ex-ministro Rui Costa, enquanto o empreendimento avançava na operação assistida e nas intervenções urbanísticas ao longo do trajeto.
Requalificação do Subúrbio através do transporte
Wagner ressaltou que o VLT representa uma mudança significativa na mobilidade de Salvador, promovendo a requalificação dos espaços públicos nas comunidades atendidas. Ele lembrou das dificuldades enfrentadas pelos moradores do Subúrbio Ferroviário em anos anteriores, quando a região sofria com falta de infraestrutura básica. “Estamos mudando completamente a concepção de mobilidade de Salvador. Na época em que morei no Subúrbio, nem água encanada tinha. Ver hoje essa evolução, pensada primeiro por Rui e realizada agora por Jerônimo, levanta muito a autoestima do povo do Subúrbio. O VLT é um equipamento de primeiríssimo mundo, que vai atender como tem que ser atendido qualquer baiano.” Essa visão traz à tona o impacto social do projeto, que pode transformar a relação histórica entre o Subúrbio e outras áreas da capital.
Equipamentos para fortalecer turismo e comércio local
O VLT está associado a outras intervenções estratégicas, como o polo gastronômico na antiga Fábrica São Brás, em Plataforma; o Ponto das Marisqueiras, no Lobato; e a requalificação da orla de Praia Grande, que agora conta com uma pista de skate. Segundo Wagner, esses equipamentos vão fomentar o comércio local, gerar oportunidades para trabalhadores informais, pequenos empreendedores, pescadores e marisqueiras, e aumentar a circulação de moradores e visitantes na região.
O uso da antiga fábrica como polo gastronômico valoriza a memória industrial de Plataforma, combinando preservação do patrimônio com atividade econômica e convivência comunitária. Já o Ponto das Marisqueiras oferece espaço estruturado para mulheres que coletam mariscos, ampliando a visibilidade dessa atividade tradicional e melhorando a comercialização dos produtos. A pista de skate na orla de Praia Grande amplia as opções de lazer para crianças, adolescentes e jovens da comunidade.
Integração do VLT com o metrô amplia circulação e acesso
Wagner destacou que a conexão do VLT com o metrô terá efeito direto na movimentação econômica dos bairros atendidos. A melhoria da acessibilidade facilitará deslocamentos diários e o acesso a espaços gastronômicos, comerciais e de lazer, beneficiando moradores e turistas. “Vai virar ponto de atração de turistas e dos próprios moradores de Salvador. O VLT terá interligação com o metrô e tudo isso aqui será dinamizado.”
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O projeto prevê cerca de 43,71 quilômetros de extensão, com aproximadamente 50 paradas e a Estação Calçada, dividido em três trechos. A integração física e operacional com o Sistema Metroviário Salvador–Lauro de Freitas ocorrerá em Águas Claras e no Bairro da Paz, conectando o VLT ao metrô, ao terminal rodoviário e à nova Rodoviária da Bahia, além de áreas próximas à Avenida Paralela e à orla atlântica. Essa rede visa integrar o Subúrbio Ferroviário, a Cidade Baixa, o Miolo, Águas Claras e setores da orla, reduzindo a dependência de ônibus e automóveis.
Operação assistida avança com viagens gratuitas e testes
Desde 29/06/2026, o VLT realiza operação assistida entre as estações Calçada e Lobato, com embarque e desembarque de passageiros para avaliar o sistema. A partir de 18/07/2026, o sistema passou a operar gratuitamente aos sábados, das 9h às 12h, nos dias 18 de julho e 1º, 15 e 29 de agosto. A partir de 20/07, o horário será ampliado para 7h às 16h durante a semana.
O trajeto inclui paradas na Baixa do Fiscal, Santa Luzia, Pedreira e Voluntários da Pátria. Embora a operação assistida já esteja em andamento, as obras ferroviárias, viárias, urbanísticas e de drenagem continuam, além da preparação das futuras conexões com outros sistemas de transporte.
Política integrada de mobilidade e requalificação urbana
Wagner relacionou o VLT a outras intervenções estaduais, como o sistema metroviário e as avenidas transversais que conectam bairros do Miolo, Subúrbio e orla. As avenidas 29 de Março, Orlando Gomes, Gal Costa e a Estrada do Derba fazem parte de uma estratégia para encurtar distâncias e ampliar o acesso da população aos sistemas estruturantes de transporte.
A integração dessas vias com o metrô, a nova Rodoviária e o VLT cria uma rede multimodal que amplia as opções de trajetos e reduz a concentração do tráfego em poucos corredores urbanos.
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Requalificação busca corrigir desigualdades históricas
O Subúrbio Ferroviário enfrenta crescimento urbano acelerado e déficits históricos em saneamento, mobilidade, urbanização e equipamentos públicos. A implantação do VLT pode melhorar o acesso a empregos, escolas, saúde, comércio e serviços públicos na capital e região metropolitana.
O impacto econômico dependerá da participação dos moradores nas oportunidades geradas, incluindo a estruturação dos equipamentos comerciais, modelos de gestão e inclusão de trabalhadores locais. O acompanhamento das obras e operação futura deve considerar tarifas, integração com ônibus e metrô, segurança, acessibilidade, manutenção, frequência e conclusão dos trechos.
Linha do tempo do VLT de Salvador
Em junho de 2024, o Governo da Bahia autorizou o início das obras do projeto, que abrange cerca de 43,71 quilômetros e 50 paradas. Em 31 de janeiro de 2026, houve a primeira viagem-teste com moradores entre Calçada e Lobato, aproximando o sistema da fase operacional.
Em 29 de junho de 2026, iniciou-se a operação assistida com transporte gratuito de passageiros no trecho entre Calçada e Lobato. Em 18 de julho de 2026, a operação assistida passou a incluir os sábados, data em que autoridades destacaram a integração entre mobilidade, requalificação urbana e geração de renda durante visita técnica.
As próximas etapas envolvem ampliação gradual dos horários, continuidade dos testes, conclusão das obras civis e ferroviárias e implantação das conexões com o metrô, nova Rodoviária e demais sistemas de transporte da cidade.

