Chocolat Bahia retorna a Ilhéus com recorde de público e negócios
O Chocolat Bahia, festival que celebra o cacau e o chocolate, voltou a Ilhéus reunindo cerca de 180 expositores de diversas regiões da Bahia e mais de 80 marcas nacionais e internacionais. O evento ofereceu ao público uma variedade de produtos derivados do cacau, como polpa, mel, manteiga, geleia, nibs e cacau em pó, disponíveis para degustação e venda.
Cozinha Show e homenagens marcam a programação
Uma das principais atrações foi a Cozinha Show, que contou com chefs renomados da Bahia e de São Paulo, entre eles Dani Façanha, Carlos Ribeiro, Déia Lopes e Franklin Maia. Eles destacaram a culinária da Costa do Cacau com pratos que exploraram o chocolate em versões doces e salgadas. A Cozinha Kids ofereceu aulas para crianças sob a direção da Chef Karla Leal, promovendo aprendizado e diversão.
O Atelier do Chocolate voltou com um formato renovado, aproximando o público da experiência sensorial do cacau. A edição homenageou ainda a cantora Carmen Miranda com uma escultura feita com mais de 120 kg de chocolate, reforçando a conexão cultural do evento.
Discussões técnicas e networking fortalecem o setor
No âmbito técnico, o Cacau Summit reuniu especialistas para debater “O Futuro da Cadeia do Cacau: Inovação, Sustentabilidade e Mercado”. O ChocoDay destacou o “Chocolate Brasileiro que Conquista o Mundo”, ressaltando a projeção do país no mercado internacional. Para o público corporativo, o festival promoveu rodadas de negócios, encontros B2B e networking entre líderes, empreendedores e investidores.
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Impacto econômico e histórico do Chocolat Bahia
O evento registrou recorde de público com mais de 90 mil visitantes no Centro de Convenções de Ilhéus, gerando uma receita superior a R$ 25 milhões durante e após o festival. Esse movimento impulsionou a economia local, desde o turismo até a comercialização direta e as transações com compradores nacionais e internacionais.
Marco Lessa, CEO da MVU Empreendimentos e criador do evento, destacou a evolução do consumo e da produção de chocolate no país: “O Chocolat Festival começou em 2009, em Ilhéus, e hoje são quase 50 edições no Brasil e na Europa, com 17 realizadas em Ilhéus. O evento promove a cadeia produtiva do cacau e gera impacto na vida de milhares de pequenos produtores que mostram a qualidade do cacau brasileiro para o mundo”.
Ilhéus como berço do cacau e polo de chocolates finos
Conhecida como a “princesinha” do sul da Bahia e eternizada nas obras de Jorge Amado, Ilhéus foi o berço da cacauicultura nacional e líder mundial na produção no século XX. Apesar da crise causada pela vassoura-de-bruxa, que devastou plantações, a cidade se reinventou como polo de chocolates finos e turismo de experiência, fazendo do Chocolat Festival sua vitrine principal.
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O projeto, que iniciou com apenas 13 estandes, hoje movimenta centenas de agentes da cadeia produtiva, milhares de visitantes e milhões em negócios. Marco Lessa relembra: “Em sua primeira edição, o Chocolat Bahia tinha 13 estandes, sete doados e seis vazios. Hoje, ultrapassamos 1,5 milhão de visitantes, 400 marcas e mais de 300 expositores por edição, com passagens por grandes centros como São Paulo, Salvador, Belém, Brasília e Porto (PT)”.
Novos rumos e reconhecimento nacional
Em julho, o festival voltou a Ilhéus, agora com a cidade lançando a Estrada do Chocolate, um roteiro de imersão que passa por fazendas rurais onde o cacau é cultivado pelo método cabruca, sob a sombra da Mata Atlântica, e onde se produz chocolates bean-to-bar, da amêndoa à barra.
Além disso, Ilhéus recebeu o título de Capital Nacional da Rota do Cacau e do Chocolate, por lei federal sancionada em 2025. Isso reconhece a importância histórica do município no cultivo do cacau e consolida a região como polo de produção de chocolates finos e de origem, abandonando a dependência do sistema commodity e ampliando sua presença no mercado de exportação.

