Feira de Ciências fortalece pesquisa e inovação entre jovens baianos
Cerca de mil estudantes do Centro Estadual de educação profissional em Tecnologia, Informação e Comunicação (CEEPTIC), localizado em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, participaram da 9ª Feira de Ciências, Empreendedorismo Social, Tecnologia e Inovação (FACEMTIC). O evento, realizado em 7 de abril, reuniu projetos científicos e tecnológicos que refletem problemas e necessidades das comunidades onde vivem os alunos.
Projetos conectam ciência, tecnologia e justiça social
Com o tema “Conectando conhecimento, educação e justiça: ciência, tecnologia e inovação”, a feira apresentou trabalhos focados em áreas como sustentabilidade, acessibilidade, segurança e inovação tecnológica. A iniciativa reforça o compromisso com a aplicação prática do conhecimento para enfrentar desafios locais.
O secretário estadual da Educação, Marcius Gomes, destacou a importância do protagonismo estudantil na construção do conhecimento. Segundo ele, feiras científicas como a FACEMTIC aproximam a teoria das demandas reais dos territórios, promovendo a iniciação científica sob orientação de professores e coordenadores pedagógicos.
“Essas feiras mostram o envolvimento dos estudantes em projetos que dialogam diretamente com suas comunidades. Esse movimento é apoiado por programas como a FECIBA e seminários territoriais, além dos investimentos em infraestrutura que garantem laboratórios equipados para diversas áreas do conhecimento”, afirmou o secretário.
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Iniciativas destacam sustentabilidade e tecnologia assistiva
Dentre os projetos apresentados, a estudante Rafaela Saraiva, de 17 anos, do curso técnico em Administração, desenvolveu um biodiesel a partir do óleo de dendê. A proposta busca alternativas sustentáveis aos combustíveis fósseis, reduzindo o impacto ambiental.
“Apresentamos um combustível biodegradável e sustentável, que não utiliza petróleo, uma fonte poluente. Essa alternativa pode contribuir significativamente para a preservação do planeta”, explicou Rafaela.
Na área de tecnologia assistiva, o estudante Christian Scher, também com 17 anos e cursando técnico em Informática, apresentou o “Vertisense”. Trata-se de uma pulseira acessível capaz de monitorar movimentos e detectar alterações ligadas a tonturas ou perda de equilíbrio, emitindo alertas por vibração ou luz LED para garantir a segurança do usuário.
“O objetivo é oferecer mais segurança para pessoas com essas condições, permitindo que elas e seus familiares tenham mais confiança ao sair de casa”, destacou Christian.
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Outro destaque foi o projeto “Calisto: colar inteligente de proteção”, criado pela equipe da estudante Anna Bella Campos, 15 anos, do curso técnico em Logística. O dispositivo atua como um instrumento de segurança pessoal para mulheres, enviando localização e mensagens a contatos pré-definidos com um simples clique, sem necessidade de usar o celular.
“Se a mulher se sentir ameaçada, pode acionar o colar discretamente, garantindo rapidez e segurança na comunicação com seus contatos”, explicou Anna Bella.
Perspectivas para o fortalecimento da educação tecnológica
A FACEMTIC reafirma o papel das escolas técnicas na formação de jovens capazes de aplicar ciência e tecnologia em soluções concretas para suas realidades. Além disso, evidencia a importância de políticas públicas que garantam infraestrutura e apoio contínuo para projetos de iniciação científica e inovação.
Ao integrar estudantes, professores e comunidades, a feira cria um ambiente propício para o desenvolvimento de competências essenciais para o futuro do trabalho e para a transformação social, ressaltando o impacto direto da educação profissional no cotidiano.

