Obras da Ponte Salvador-Itaparica ganham ritmo com tecnologia avançada
As construções da Ponte Salvador-Itaparica seguem em ritmo acelerado, com atividades concentradas tanto no mar quanto em terra. Na Baía de Todos-os-Santos, já foram cravadas 15 estacas fundamentais para a instalação da central de concreto, que sustentará o vão central — um dos segmentos mais desafiadores da obra.
Para essa etapa, será empregado o maior navio de cravação de estacas do mundo, o Tie Jian Da Qiao Zhuang 1, vindo da China. Com impressionantes 130,5 metros de comprimento e capacidade para içar até 700 toneladas, o navio opera em profundidades de até 70 metros, tendo chegada prevista ao Brasil em novembro.
Desafios geológicos e infraestrutura para navegação segura
As fundações da ponte serão feitas em águas de até 64 metros de profundidade, em uma área com condições geológicas complexas. O vão central da ponte terá 682 metros, projetado para garantir a passagem segura de embarcações de grande porte, mantendo o tráfego marítimo atual e futuro na região.
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A implantação da central de concreto conta com o suporte da Balsa Jaguaribe, que mede 77 metros e possui estrutura-guia para posicionamento das estacas, além de martelos vibratório e de percussão, e dois guindastes com capacidades de 150 e 320 toneladas.
Avanço em terra e integração ao Sistema Viário Oeste
Além das operações marítimas, as frentes em terra também avançam. Na Ilha de Itaparica, no canteiro de Vera Cruz, está em implantação a Plataforma Linear Provisória (PLP), fundamental para as atividades sobre o mar. Em Salvador, o canteiro de Jequitaia está em fase de mobilização e funcionará como sede administrativa e operacional. Já o canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, abriga a produção e armazenamento de materiais e equipamentos.
Com 12,4 km sobre o mar, a Ponte Salvador-Itaparica será parte do Sistema Viário Oeste. O projeto inclui ainda 4,4 km de estruturas em Salvador e uma via expressa de 22 km na Ilha de Itaparica, além da duplicação de 8 km da BA-001 entre Tairu e a Ponte do Funil.
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Investimento bilionário e parcerias estratégicas
O empreendimento é realizado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), integrada ao Novo PAC, com investimento estimado em R$ 11,6 bilhões. Do total, R$ 3 bilhões são aportados pelo Governo Federal, R$ 3,1 bilhões pelo Governo da Bahia e R$ 5,5 bilhões pela iniciativa privada.
A obra está sob responsabilidade da Concessionária Dois de Julho, formada pelas empresas chinesas China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC) e China Communications Construction Company (CCCC). Essa parceria reforça a importância econômica do projeto para a região, prometendo impacto direto no desenvolvimento, geração de empregos e melhoria da infraestrutura local.

