Ibovespa fecha em alta diante de cenário global e balanços corporativos
O Ibovespa registrou alta de 0,47%, encerrando o pregão desta sexta-feira (31) aos 177.999 pontos, em uma sessão reduzida devido a problemas técnicos na B3. Esse desempenho contribuiu para uma valorização acumulada de 3,47% no mês de julho, após um período de quatro meses consecutivos de queda, segundo dados da Elos Ayta Consultoria.
Entre as principais movimentações do dia, as ações da Vale (VALE3) avançaram 0,25%. A mineradora divulgou seu balanço do segundo trimestre, anunciou um programa de recompra de 100 milhões de ações e comunicou o pagamento de R$ 2,03 por ação em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), medidas que reforçaram a confiança dos investidores.
Setor de energia e petróleo impulsiona o mercado
A Petrobras (PETR3; PETR4) também teve desempenho positivo, com alta de 1,01% nos papéis ordinários e 1,35% nos preferenciais. O preço do barril do petróleo WTI para setembro subiu 1,29%, fechando a US$ 84,67, enquanto o Brent para outubro avançou 1,21%, alcançando US$ 87,93. Esses movimentos refletem a influência direta dos preços internacionais do petróleo no mercado brasileiro.
No exterior, os índices americanos também fecharam em alta: S&P 500 subiu 0,7%, Dow Jones avançou 0,53% e Nasdaq teve ganhos de 1%. Entre as ações que mais se destacaram, Amazon e Alphabet registraram altas expressivas de 15,32% e 6,73%, respectivamente.
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Dólar e expectativas para a próxima semana
No mercado de câmbio, o dólar fechou cotado a R$ 5,0704, com alta de 0,18%. Após queda significativa na sessão anterior, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a outras divisas relevantes, teve leve alta de 0,05%, atingindo 99,914 pontos.
Para a próxima semana, o foco estará na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para quarta-feira (5). Fernando Bresciani, analista do Andbank, destaca que o mercado também acompanhará indicadores de atividade e emprego internacionais, além de uma agenda intensa de balanços corporativos, que deverão influenciar o comportamento da Bolsa brasileira.
Movimentações individuais: Santander lidera alta, Brava Energia registra maior queda
O destaque positivo do Ibovespa foi Santander (SANB11), cujas ações dispararam 13,35%, fechando a R$ 28,62. O movimento foi motivado pelo anúncio do Grupo Santander sobre a intenção de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) para adquirir todas as ações da unidade brasileira que ainda não possui.
A SANB11 acumulou alta de 8,61% no mês, embora registre desvalorização de 11,78% no ano. Outras ações que se destacaram foram Azzas 2154 (AZZA3), com alta de 3,53% a R$ 16,42, e Hapvida (HAPV3), que avançou 2,45%, fechando a R$ 11,28. No mês, a AZZA3 acumula baixa de 8,17%, enquanto a HAPV3 apresenta alta de 10,48%; no ano, ambas têm desvalorizações de 34,74% e 23,42%, respectivamente.
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Fonte: agazetadorio.com.br
Por outro lado, as ações da Brava Energia (BRAV3) sofreram a maior queda do dia, recuando 2,89% a R$ 19,80, mesmo com o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional. A BRAV3 mantém valorização de 2,59% no mês e 18,28% no ano.
As ações da Usiminas (USIM5) continuaram em queda, registrando baixa de 2,52% a R$ 7,36, após terem caído 9,25% na sessão anterior. No mês, a empresa figura entre as que tiveram pior desempenho no Ibovespa, com queda de 12,9%, embora apresente valorização anual de 23,7%.
Os papéis da Vamos (VAMO3) também fecharam em baixa de 2,34% a R$ 3,34, mas encerraram julho com a quinta maior valorização do índice, acumulando alta de 18,86% no mês e valorização de 3,73% no ano.
Esses movimentos evidenciam a volatilidade do mercado e a importância das decisões corporativas e indicadores globais para o desempenho da bolsa brasileira.

