Fenagro: patrimônio da agropecuária baiana
Vivaldo Góis, secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), critica a proposta de transferir a Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro) de Salvador para Feira de Santana. Ele defende que o futuro do evento seja definido com responsabilidade e respeito à tradição do setor agropecuário no estado.
Para o secretário, a Fenagro ultrapassou a condição de uma simples feira. É um patrimônio construído durante décadas, que reúne produtores, criadores, entidades, empresas, instituições de pesquisa e o público geral em torno da força da agropecuária baiana.
Impactos econômicos e sociais da Fenagro
Desde sua criação em 1988, a Fenagro tem como sede o Parque de Exposições de Salvador e se consolidou como uma das principais vitrines do setor no estado. O evento combina negócios, tecnologia, genética, crédito e capacitação, além de fortalecer diversas cadeias produtivas.
Na edição de 2025, a Fenagro reuniu mais de 200 mil visitantes, 600 expositores de 12 estados e cerca de 3 mil animais. Estes números resultaram em aproximadamente R$ 120 milhões em movimentação financeira, comprovando a relevância econômica da feira.
Leia também: Bobô critica proposta de ACM Neto para tirar Fenagro de Salvador: ‘Despropósito’
Leia também: Ação Conjunta entre Prefeitura e Governo do Estado Assegura Entrega de Sementes a Agricultores em Caruaru
Fonte: soupetrolina.com.br
Conexão entre campo e cidade
Góis destaca que a realização da Fenagro em Salvador aproxima o meio rural da capital, permitindo que milhares de moradores conheçam de perto a realidade do campo. Essa interação é fundamental para mostrar que a agropecuária gera emprego, renda e oportunidades em todas as regiões da Bahia.
O secretário ressalta que a Fenagro é uma porta de entrada para o mundo rural, especialmente para quem vive na capital, promovendo contato direto com animais, produtores, tecnologias e produtos do setor.
Fortalecimento integrado entre interior e capital
Embora reconheça a importância de Feira de Santana para a agropecuária, Vivaldo Góis defende o fortalecimento tanto da Expofeira, realizada no interior, quanto da Fenagro em Salvador. Para ele, não é necessário escolher entre as duas cidades, pois a Bahia tem espaço para ampliar os eventos agropecuários em todas as regiões.
Ele enfatiza a necessidade de mais eventos, negócios e oportunidades para os produtores, sem enfraquecer nenhum polo importante para o setor.
Leia também: Agrishow 2024: 197 Mil Visitantes Celebram Tecnologia e Cultura no Campo
Fonte: reportersorocaba.com.br
Leia também: Senar Amazonas oferece 18 cursos de Formação Profissional Rural em maio para impulsionar o agro
Fonte: omanauense.com.br
Visão estratégica para o futuro da agropecuária
O secretário reforça que as decisões sobre a Fenagro devem considerar a importância do Parque de Exposições de Salvador, um equipamento público estratégico. A política para o setor precisa ser construída com planejamento e uma visão ampla, aproveitando as vocações de cada território.
“A agropecuária baiana não pode regredir. É preciso fortalecer o que já existe e avançar com novas oportunidades no interior e na capital”, afirma Góis.
Diálogo e transparência na decisão sobre a Fenagro
Qualquer mudança na realização da Fenagro deve passar por um debate amplo com produtores, criadores e entidades representativas. O secretário ressalta que a feira pertence à história do setor e à população, e a decisão precisa ser feita com diálogo e responsabilidade.
“Fortalecer o interior é fundamental, mas isso não significa enfraquecer Salvador”, conclui.

